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Politíca

Atrasos em contas de água, energia e funcionários irregulares implodem finanças do município de Mauriti


O prefeito eleito Mano Morais, divulga novas informações que complicam ainda mais a situação financeira do município (Foto: Guto Vital/Agência Miséria)

Após denunciar situação de abandono e desmonte ao assumir a prefeitura de Mauriti, o prefeito eleito Mano Morais, divulga novas informações que complicam ainda mais a situação financeira do município. Os novos relatórios apontam irregularidades na folha de pagamento dos funcionários, além de contas de água e luz em atraso que, somadas, ultrapassam 800 mil reais.

O levantamento inicial feito pela equipe de finanças da nova administração havia constatado uma conta de luz em aberto no valor de 522 mil reais. Em meio à negociação com a Coelce foi descoberto, entretanto, que o débito real é de R$ 743.838,46, fora a fatura referente ao mês de dezembro do ano passado, multas e juros correntes.

O mesmo relatório apontou dívida de 55 mil reais com a Cagece. Mas durante negociação junto ao órgão, foi descoberto o valor real de R$ 127.328,46 de débito.

No intuito de quitar os salários atrasados referentes aos meses de novembro e dezembro de 2016, foi lançada uma vistoria da folha de pagamento do município para que esses valores fossem quitados até hoje, 13. Mas ao gerar a folha, foram detectados diversos itens suspeitos. Dentre eles estão: funcionários recebendo gratificações acima dos 70% permitidos por lei; professores que, no documento, constam carga horária de 400 horas-aula; funcionários convocados após prazo final de concursos públicos e outros contratados sem ficha cadastral no setor pessoal.

Um item que chamou atenção na relação de pagamento dos efetivos, segundo levantamento, foi de um professor que cumpria 200 horas-aula, cujo salário deveria ser entre R$ 2.800,00 e R$ 3.000,00. A remuneração, no entanto, consta na folha a cifra de R$ 30.887, 55.

Por determinação do prefeito, todos os itens suspeitos foram encaminhados para a Procuradoria do Município onde será efetuada a auditoria da documentação. Como precaução, todos os pagamentos foram adiados até que os setores responsáveis possam detectar possíveis erros e sanar as pendências.



Por Felipe Azevedo
Miséria.com.br

Fagner Soares

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