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Ceará

Fiéis lotam Catedral na celebração da Páscoa


O arcebispo de Fortaleza, dom José Antônio Aparecido, iniciou e encerrou a celebração da Páscoa com procissão na Catedral Metropolitana. Com a igreja lotada, alguns acompanharam do lado de fora (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)


Mais de cinco mil fiéis lotaram a Catedral de Fortaleza na noite ontem (16), para assistir à missa do Domingo de Páscoa, que marcou o fim do período de celebrações da Semana Santa em Fortaleza. Muitos levaram as próprias cadeiras para assistir a missa enquanto outros assistiram a celebração do lado de fora da Catedral. Centenas de crianças, jovens, adultos e idosos acompanhavam os cânticos, louvando o milagre da ressurreição. Após a missa, foi realizada uma procissão no entorno da Catedral.

Ao longo da celebração, o arcebispo de Fortaleza, dom José Antônio Aparecido Tosi Marques, falou a respeito do futuro do homem e da humanidade e, principalmente, sobre o homem do futuro.

"No mundo de hoje, o homem sempre fica se perguntando o que vai ser o futuro da humanidade. O futuro da humanidade, da terra, de tudo o que existe e o futuro do homem. Nós temos certeza, na nossa fé cristã, que isso não é só uma especulação sobre o futuro. Mas é algo que já aconteceu. O homem novo já aconteceu em Jesus, que venceu a morte, ressuscitou e, nessa ressurreição, ele transmite à humanidade inteira essa nova transformação", disse o arcebispo.

Aos fiéis, dom José Antônio reforçou que a Páscoa não é apenas uma lembrança do passado ou um momento simbólico, mas a celebração da Páscoa de Jesus Cristo. "Celebramos a Páscoa porque é uma realidade tão definitiva que o próprio Jesus propôs que a celebrássemos como uma memória perpétua. Porque a memória não é só a lembrança, mas é ativar, atualizar aquilo que ele realizou na sua Páscoa".

Tempo de injustiça

O arcebispo de Fortaleza fez um paralelo entre o período em que Jesus viveu e os dias de hoje ao lembrar que Jesus foi um inocente trucidado pelos homens, em um tempo de injustiça e corrupção no qual o homem pretendia ter controle sobre tudo, inclusive sobre Deus. "Hoje, o amor, para os homens, é se satisfazer, é gostar, é usar e jogar fora. Mas Jesus nos mostrou outro tipo de amor. Um amor sem egoísmo", disse.

Para o arcebispo de Fortaleza, a Páscoa deve ser vista como uma oferta de esperança dada por Deus, mostrando o caminho a seguir. "O que isso significa no mundo de hoje, que estamos vivendo? Um mundo egoísta, um mundo corrupto, um mundo de desilusões? Significa uma oferta de esperança que Deus faz mostrando um caminho", disse.

"A humanidade só vai realmente solucionar os seus problemas quando entrar por esse caminho. O que a gente espera é que nossa celebração não seja só nossa, mas que seja para o mundo um grande chamado de Deus para viver a vida nova de Jesus", finalizou.

DiariodoNordeste

Fagner Soares

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