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Nordeste

Pernambuco soma 280 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave


(Foto: Reprodução/Diário de Pernambuco)



O retorno da estação de chuvas torna favorável a ocorrência de casos de influenza e de outras doenças do trato respiratório. Para esse período também é esperada uma maior incidência de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que é quando há necessidade de internação de pacientes com febre, tosse ou dor de garganta associado a desconforto respiratório.
 
De 1º de janeiro a 25 de março de 2017, Pernambuco notificou 280 casos de SRAG, um quantitativo é 29% maior do que as notificações do mesmo período de 2016, com 217 pacientes. Apesar do aumento, os casos deste ano foram de menor gravidade, já que, em 2017, a circulação predominante tem sido da influenza A(H3N2) Sazonal, enquanto que em 2016 foi da influenza A(H1N1), conhecida por quadros mais graves em populações vulneráveis.
 
Para prevenir casos graves e óbitos e de reforçar a vigilância e resposta a esta questão de saúde publica, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) encaminhou esta semana uma nota técnica frisando todas as medidas para a vigilância epidemiológica, os cuidados de prevenção e controle para influenza; a forma correta de tratamento dos pacientes e a importância da notificação dos casos de SRAG.
 
“A notificação dos casos de SRAG é obrigatória e deve ser feita de forma imediata. Além disso, é importante fazer a coleta de amostra clínica do paciente para que seja analisado qual o vírus que está provocando o quadro. Na nota técnica, também estamos ressaltando a importância das unidades de referência manter em dia os estoques do medicamento oseltamivir, que é o fornecido pelo Ministério da Saúde para o tratamento do paciente”, afirma a gerente de Vigilância e Controle das Doenças Imunopreveníveis da SES, Ana Antunes, que ainda ressalta o trabalho permanente de vigilância do órgão para acompanhar a situação.
 
Em 2017, foram 280 pacientes com SRAG em Pernambuco. Desses, 29 positivaram para influenza A(H3N2) Sazonal, vírus responsável por 90% das amostras positivas. Não há óbitos para essa enfermidade. Já em 2016, dos 217 pacientes, 41 deram positivo para influenza A(H1N1), com 13 óbitos para esse vírus.  Em 2016, no mesmo período, não foram registrados casos de influenza A(H3N2) Sazonal.
 
A medida para prevenção aos casos de influenza é a vacinação dos grupos prioritários. Neste ano, a vacina estará disponível de 17 de abril a 26 de maio. A primeira semana é reservada para os profissionais e as demais para os outros grupos prioritários: idosos, crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), povos indígenas, grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional. Também serão incluídos para a vacinação, neste ano, os professores das escolas públicas e privadas.
 
A influenza é uma doença respiratória infecciosa de origem viral, que pode levar ao agravamento e ao óbito, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção (crianças menores de 5 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais).
 
Para evitar a propagação de casos, algumas medidas de prevenção devem ser adotadas por toda a população:
 
- Cobrir o nariz e a boca com lenço, ao tossir ou espirrar, e descartar o lenço no lixo após uso.
- Lavar as mãos com água e sabão após tossir ou espirrar.
- No caso de não haver disponibilidade de água e sabão, usar álcool gel.
- Evitar tocar olhos, nariz ou boca.
- Evitar contato próximo com pessoas doentes.

DiariodePernambuco

Fagner Soares

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