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Transporte alternativo põe em risco alunos e professores em Caririaçu


Transporte irregular põe em risco alunos e professores em Caririaçu (Foto: Guto Vital/Agência Miséria)


A reportagem do Site Miséria flagrou, na manhã desta quarta-feira (26), um carro tipo D-20 superlotado de estudantes e professores que voltavam da escola Joaquim Alves Feitosa, em Caririaçu. Algumas pessoas viajavam penduradas do lado de fora do veículo.

A condução seguia da Vila Feitosa em direção ao Sítio Samambaia, localidades que fazem parte do município de Caririaçu, a rodovia é conhecida popularmente como Estrada do Algodão. 

Segundo o motorista que transportava os alunos, a prática é comum não só na atual gestão municipal, "sempre foi assim", diz. Ele recebe em torno de R$ 1,300 mensais para percorrer um trajeto de 20 km diários.

Na cabine do veículo, cinco crianças seguiam viagem. Na parte traseira, 17 estudantes dividiam o pequeno espaço da carroceria com uma professora, a outra em pé, do lado de fora. "Se tivesse um ônibus, a gente usava", relatou um aluno.

Indagada sobre quais as ações ou medidas executadas pelo órgão para fiscalizar a situação dos transportes de estudantes no município, a Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Caririaçu, Eutália Soares, diz conhecer a situação, e que as caminhonetes são utilizadas para rodar em trechos de difícil acesso, na zona rural.  O flagrante foi feito na Rodovia Padre Cícero.

O caso foi comunicado ao Presidente da Câmara dos Vereadores, José Irlando, ao 2º Secretário, vereador Luiz Acácio Leite e a vereadora Cristina Onasses, membro da Comissão de Educação da Câmara. 

Procurado pela equipe, o Secretário de Educação Múcio Botelho, disse que no momento não poderia conversar com a reportagem e não retornou a ligação até o momento do fechamento da matéria. 


Por Felipe Azevedo/Agência Miséria
Miséria.com.br

Fagner Soares

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