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Politíca

Em dia de depoimento de Lula, Temer defende fim de 'embate'

Presidente discursou durante assinatura de decreto de política portuária, no Palácio do Planalto


No dia do depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sergio Moro, o presidente Michel Temer defendeu que o país não pode ficar em um "embate permanente" e que é preciso eliminar a "raivosidade" da consciência nacional.


Em discurso durante assinatura de decreto de política portuária, no Palácio do Planalto, o peemedebista pregou a necessidade de "pacificação nacional" e que, embora tenham disputas no país, elas não podem ter agressões verbais ou físicas.
Nesta quarta-feira (10), o petista foi vaiado na saída do aeroporto de Curitiba, onde prestará depoimento à Justiça Federal. Em um contraponto, movimentos sociais realizam uma marcha na cidade em defesa do ex-presidente.
"Nós precisamos ter mais tranquilidade no país. O país não pode ficar nessa posição de embate permanente, brasileiro contra brasileiro", disse Temer. "É preciso eliminar uma certa raivosidade que muitas vezes permeia a consciência nacional. Nós precisamos de paz, tranquilidade e saber que nada vai impedir que o Brasil continue a trabalhar", acrescentou.
Nos bastidores, assessores e auxiliares presidenciais avaliam que a polarização social criada em torno do depoimento fortalece o discurso do petista de "vitimização", o que pode fortalecê-lo para disputa presidencial de 2018.A última pesquisa Datafolha mostrou que, embora seja réu no rastro da Operação Lava Jato, o petista aparece como primeiro colocado para a sucessão do ano que vem.
O receio no Palácio do Planalto é que a radicalização do discurso entre militantes de esquerda estimule protestos e manifestações contra o presidente, como os promovidos contra as reformas trabalhista e previdenciária.
O decreto assinado pelo presidente amplia de 50 para até 70 anos o prazo de exploração dos portos brasileiros. 
Com informações da Folhapress.

Fagner Soares

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