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Ciências e Saúde

EUA volta atrás em teste para detecção de câncer de próstata

O exame foi banido após ser muito criticado por dar resultados falsos-positivos


Cientistas e pesquisadores americanos, ligados ao órgão governamental US Preventive Services Task Force, reconsiderou sua posição e volta a usar um exame banido em 2012 para detecção do câncer de próstata, segundo o jornal Folha de S. Paulo.
O exame, realizado por análise sanguínea, mede o PSA (antígeno prostático específico, na sigla em inglês) e foi banido após ser muito criticado por dar resultados falsos-positivos. Segundo os críticos, uma alta dosagem de PSA também pode indicar infecção ou crescimento benigno da próstata. À época, o exame se tornou popular e, como consequência, muitas biópsias e tratamentos foram realizados, bem como cirurgias de retirada da próstata, sem necessidade.
A decisão de voltar a recomendar o exame a homens saudáveis que não tiveram câncer e que não têm sinais da doença ocorre com instruções aos profissionais de saúde, publicada na revista científica "Jama", da Associação Médica Americana. Os especialistas afirmam que os médicos devem informar homens de 55 a 69 anos sobre benefícios e riscos do exame e que a decisão de fazê-lo deve ser individualizada e tomada em conjunto entre clínicos e pacientes. "Para homens mais dispostos a aceitar os potenciais danos, o rastreamento pode ser a melhor escolha. Homens mais interessados em evitar esses danos podem escolher não fazer o exame", diz o grupo.
Noticias ao Minuto

Fagner Soares

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