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Ex-capitão do Costa Concórdia é condenado a 16 anos de prisão na Itália


O capitão Francesco Schettino é levado de volta à prisão nesta terça-feira (17) na cidade italiana de Grosseto (Foto: Reuters)


O ex-capitão do Costa Concordia foi condeado a 16 anos de prisão nesta sexta-feira (12) pela mais alta corte italiana por seu papel no naufrágio do navio, que deixou 32 mortos perto da ilha de Giglio.

Francesco Schettino foi considerado culpado em 2015 de homicídio culposo por causar o naufrágio e abandonar os passageiros. A decisão desta sexta-feira, tomada pela mais alta instância da Justiça italiana, é definitiva e não permite apelação.

Sua pena, que em 2015 tinha sido estabelecida em 16 anos e um mês de prisão, foi reduzida em um mês nesta última sentença.

O Supremo rejeitou a afirmação da defesa de que outras pessoas são culpadas pelo desastre. Schettino, de 56 anos, que aguardou o julgamento definitivo em liberdade, deve começar a cumprir sua sentença em algumas horas.

O acidente

Investigadores criticam severamente o modo como Schettino agiu durante o desastre, acusando-o de ter conduzido o navio de 290 metros de comprimento perto demais da costa, onde acabou batendo em rochas ao largo da ilha toscana de Giglio.

O acidente abriu um buraco no casco da embarcação, o que levou ao início de uma caótica remoção de mais de 4 mil passageiros e tripulantes durante a noite.

Schettino também era acusado de ter demorado para iniciar a retirada das pessoas e perdido o controle da operação, tendo abandonado o navio antes de todos os 4.200 passageiros e tripulantes serem resgatados.

´Vada a bordo´

O abandono ocasionou o episódio mais famoso em too o incidente: o momento em que o capitão da Guarda Costeira Gregorio De Falco ordena furiosamente que Schettino retorne ao cruzeiro para supervisionar as operações de resgate com a frase "Vada a bordo, cazzo!"

"Ouça, Schettino, talvez você tenha se salvado do mar, mas eu vou fazer você ficar muito mal. Farei você pagar por isto. Vá para bordo!", gritou De Falco para Schettino durante um diálogo de quatro minutos, por rádio.

Fonte: G1

Fagner Soares

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