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Ceará

Fila de espera por cirurgias ficará disponível na internet


(Foto: Reprodução/Google)



A fila de espera por cirurgias em tráumato-ortopedia em Fortaleza conta com pelo menos 2,1 mil pacientes. O número é maior, garante Mozart Rolim, gerente do Complexo Regulatório da Secretaria Municipal da Saúde (Crifor/SMS). Há pessoas que não foram incluídas no Sistema Integrado de Cirurgia por falha de unidades ou profissionais. “Antigamente, as filas eram registradas em cadernetas de posse dos médicos”, exemplifica.

As informações sobre a fila de espera por cirurgias na Capital começaram a ser gerenciadas e disponibilizadas a pacientes na internet. A tráumato-ortopedia foi a primeira área abrangida pelo sistema por ser a especialidade eletiva com maior demanda. Quem espera cirurgia nesta área precisa ligar para a Central de Regulação até 12 de junho e atualizar dados. Caso perca o prazo, o paciente pode ir ao fim da fila. São pessoas que esperam, por próteses de joelho e quadril, entre outros procedimentos.

A ferramenta virtual foi apresentada na manhã de ontem, em coletiva de imprensa na Justiça Federal no Ceará. No País, são 182 mil pessoas na fila por cirurgias em tráumato-ortopedia, segundo o Sistema Nacional de Regulação do Ministério da Saúde.

Mozart Rolim explicou que, por enquanto, apenas Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) entraram no sistema. Posteriormente, pacientes que aguardam cirurgias de outras especialidades médicas também poderão acompanhar a posição na fila pela Internet, já que as demais unidades de Saúde devem ser adicionadas à plataforma em até um ano, com “todas as especialidades”.

“É imprescindível que o paciente acompanhe seu procedimento nos hospitais contratualizados com a rede pública”, defendeu Rolim.

Com a transparência da fila, a intenção é reduzi-la. É o que diz o procurador da República Oscar Costa Filho. “É claro que a oferta é menor do que a demanda. Então, como fazer a fila andar é o nosso novo desafio”, frisou.

A defensora pública da União Lídia Ribeiro Nogueira reforça que as defensorias da União e do Estado fiscalizarão o serviço, visando à agilidade e ao combate a possíveis fraudes. “É natural que exista uma fila, desde que ela ande e a pessoa tenha acesso àquela política em tempo razoável”.

Walter Miranda, diretor médico do HGF, diz que esforços são feitos pelo hospital, como reavaliação de pacientes da fila e reserva de profissionais e leitos. Já no HUWC, o chefe do setor jurídico, Germano Marques, conta que a fila na unidade era de 920 pacientes na tráumato-ortopedia. “Em 2017, já foram 105 procedimentos. A expectativa é realizar 25 ao mês e que, com maior organização, a oferta aumente”.

Bate-pronto

O POVO - Como deve proceder o paciente que não encontrar o nome na lista?
Mozart Rolim - Alguma informação pode ter sido extraviada. Ela deve procurar a ouvidoria do hospital onde é atendida e a unidade vai contatar a Central de Regulação.OP - Todos terão acesso ao sistema?

Mozart Rolim - A pessoa vai se cadastrar e ter acesso à posição dela. O sigilo é resguardado. Ela vai ter acesso à posição no procedimento que está aguardando e ao hospital onde está alocada. A gente está discutindo ainda quem vai ter acesso. Foi solicitado pela Justiça Federal que tivessem acesso as defensorias e o Ministério Público. Estamos construindo a primeira versão do sistema. Temos ideias para avançar, por exemplo, dando previsão de quando será a cirurgia.
 
Mozart Rolim, gerente do Crifor/SMS

Serviço

Pacientes que aguardam cirurgia em tráumato-ortopedia devem ligar pra a Central de Regulação até 12 de junho
Telefone: (85) 3452 5845 ou 3452 4724

OPOVO

Fagner Soares

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