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Representantes da SR Empreendimentos dificultam gestão da prefeitura e causam tumulto na rodoviária


O gestor da rodoviária, conhecido como Carneirinho, relatou que houve resistência por parte dos funcionários da SR Empreendimentos (Foto: Normando Sóracles/Agência Miséria)
Em 07/06/2017 às 15:10
Após o encerramento do contrato com a SR Empreendimentos  para a gestão do Terminal Rodoviário Interestadual, um desentendimento entre os funcionários da prefeitura e os representantes da empresa terceirizada dirigida pelo empresário Sílvio Ruy, tumultuou a transição da administração que ocorreu nesta terça-feira (06).
O novo gestor da rodoviária, conhecido como Carneirinho, nomeado pelo prefeito Arnon Bezerra, relatou que houve resistência por parte dos funcionários da SR Empreendimentos, que se recusaram a colaborar com os trâmites da transição. Houve um pequeno tumulto entre os advogados representantes das duas partes, a Guarda Municipal foi acionada. 

De acordo com o novo gestor, a ordem era para que não fosse mais cobrada a taxa de embarque no valor de R$ 1,50 praticada pela SR. Por enquanto, diz ele, não será tarifado nenhum passageiro que embarcar no terminal. 

"Mas, após ser liberada a rampa de acesso aos ônibus, alguém foi lá e, escondido, fechou o portão e pôs um cadeado, alegando que a taxa continuaria a ser cobrada", disse Carneirinho. O administrador teve de quebrar o cadeado com ferramentas para que a rampa fosse liberada novamente.

Outra mudança pontual após a transição foi a extinção de taxa para usar os banheiros. Com a SR, era cobrado aos passageiros que quisessem acesso aos sanitários e aos chuveiros. Uma comerciante permissionária do equipamento relatou à reportagem que, com a SR, apenas três funcionários eram responsáveis pela limpeza da rodoviária, incluindo os dois banheiros.
Guarda Civil foi acionada após pequeno tumulto entre SR. Emprrendimentos e prefeitura (Foto: Normando Sóracles/Agência Miséria)

Outros funcionários disseram que, durante a administração terceirizada, não haviam seguranças e era comum que usuários de droga transitassem pelo local, assustando passageiros. Segundo Carneirinho, a Guarda Civil deverá permanecer como responsável pelas rondas na rodoviária a partir de agora. 

Um homem que mantêm um ponto alugado no terminal e que não quis ser identificado, trabalha há 25 anos no local. Ele comentou sobre o alto preço cobrado pela SR Empreendimentos para que os permissionários pudessem manter os comércios funcionando. A esperança, diz ele, é que com a gestão da prefeitura a rodoviária passe por uma reforma e a administração seja mais próxima aos funcionários. 

Já um taxista que trabalha no ponto de táxi da parte externa do terminal, se disse aliviado. Ele e os colegas pagavam uma taxa de R$ 42,00 por mês para usar os banheiros. 

Representantes da SR. Empreendimentos não foram localizados até o fechamento da reportagem. A equipe tentou contato com o Procurador Geral do Município para comentar o caso, mas ele encontrava-se em uma reunião com o secretariado.


Por Felipe Azevedo/Agência Miséria
Miséria.com.br

Fagner Soares

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