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Politíca

Ex-presidente do BB e Petrobras é alvo de nova fase da Lava Jato



O ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, Aldemir Bendine (Foto: Reprodução/Internet)

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (27) a 42ª fase da Operação Lava Jato, que tem como principal alvo o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine. Chamada de Operação Cobra, a nova fase apura práticas de corrupção e lavagem de dinheiro.

Segundo a PF, já foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária no Distrito Federal e nos Estados de Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.

As investigações apontam que Bendine e pessoas ligadas a ele teriam solicitado vantagem indevida, em razão dos cargos exercidos, para que a Odebrecht não viesse a ser prejudicada em futuras contratações da Petrobras. Em troca, o grupo empresarial teria efetuado o pagamento de ao menos R$ 3 milhões, em espécie.

Ainda de acordo com a PF, aparentemente, os pagamentos só foram interrompidos com a prisão de Marcelo Odebrecht.

O nome da operação, "Cobra", faz referência ao codinome dado ao principal investigado nas tabelas de pagamentos de propinas do chamado setor de operações estruturadas da Odebrecht.

Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde devem permanecer à disposição do juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná.

Citações a Bendine

 Em janeiro, o jornal "Estado de S. Paulo" revelou que a PGR viu indícios de que Bendine tenha participado de suposto esquema ilícito de compra de debêntures (títulos da dívida) da OAS quando comandava o Banco do Brasil. A empreiteira é suspeita de pagar vantagens indevidas a políticos, entre eles o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em troca de destravar investimentos de fundos de pensão e bancos em papéis da construtora.

As citações a Bendine aparecem em trocas de mensagens entre o ex-executivo da OAS Léo Pinheiro com Cunha e outros dirigentes da empresa entre 2012 e 2014. Bendine teria negociado com a OAS, em outubro de 2014, a aquisição de debêntures de R$ 500 milhões.

Em fevereiro de 2015, Bendine foi escolhido pela presidente Dilma Rousseff para substituir Graça Foster na presidência da Petrobras.  Condenado por corrupção e lavagem dinheiro pelo juiz federal Sergio Moro em dois processos da Lava Jato, que tramitam na 13ª Vara Federal de Curitiba, Cerveró firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.

Após também firmar acordo de delação premiada, o senador Delcídio do Amaral pediu desligamento do PT e enfrenta o processo de cassação de seu mandato no Conselho de Ética do Senado.

Fonte: UOL


Fagner Soares

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