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Trump diz que não irá revelar planos militares dos EUA, mas que ´irá matar terroristas´



O presidente Donald Trump anuncia nova estratégia militar dos EUA para o Afeganistão durante pronunciamento em Fort Myer, Virginia, na segunda (21) (Foto: Reuters/Joshua Roberts)

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não irá mais revelar detalhes de planos militares do país. Durante um pronunciamento feito na noite desta segunda (21), em Fort Myer, Virginia, ele afirmou que "não diremos quando iremos atacar, mas atacaremos". Mais cedo, emissoras de TV e agências de notícia afirmaram que o presidente anunciaria o envio de mais 4 mil soldados ao Afeganistão, mas ele não mencionou números.

Trump afirmou que sua nova estratégia inclui não anunciar números e planos militares, incluindo em relação ao Paquistão. Ele disse ainda que seu primeiro instinto foi retirar as tropas americanas do país, mas avaliou que "as ameaças à segurança que enfrentamos no Afeganistão e na região são imensas". Além disso, argumentou, uma retirada rápida seria "previsível e inaceitável" e criaria um vácuo que seria preenchido por militantes, a exemplo do que aconteceu no Iraque com o Estado Islâmico.

Trump disse também que "o povo americano está cansado de guerra sem vitória" e enviou uma mensagem ao Paquistão, a quem acusou de oferecer abrigo seguro a "agentes do caos, violência e terror" com frequência. Segundo ele o país "tem muito a ganhar" caso se torne um parceiro dos esforços americanos no vizinho Afeganistão, e "muito a perder abrigando criminosos".

"Nenhuma parceria pode sobreviver a um país abrigando militantes. É hora de o Paquistão demonstrar comprometimento com civilização, ordem e paz", afirmou, acrescentando que os EUA não podem mais ficar em silêncio em relação ao abrigo seguro que o país fornece a "organizações terroristas, ao Talibã e outros grupos que oferecem ameaças à região e além".

Ainda sobre sua nova abordagem em relação ao Afeganistão, Trump disse que os Estados Unidos não irão mais tentar "construir países à sua imagem", e que irão continuar oferecendo apoio ao governo afegão, mas que cabe à população do país assumir o controle sobre seu futuro.

"Não iremos construir países novamente, vamos matar terroristas", afirmou. Ele disse também que os interesses dos EUA, tanto no Afeganistão quanto no Paquistão são claros, e envolvem impedir a criação de locais seguros para que terroristas ameacem a América. "E temos que evitar que armas nucleares e outros materiais terminem nas mãos dos terroristas", acrescentou, ressaltando que Índia e Paquistão possuem dispositivos nucleares.

Ainda sem confirmar o envio de novas tropas, o presidente disse apenas que irá "expandir a autoridade das forças armadas americanas para mirar as redes terroristas e criminosas que plantam a violência e o caos no Afeganistão". Ele prometeu ainda maximizar sanções e outras ações financeiras e legais contra essas redes, para impedir que elas "exportem terror".

Apesar disso, não descartou completamente a possibilidade de um diálogo com representantes do Talibã. A ideia foi confirmada pelo secretário de Estado, Rex Tillerson, que declarou que os EUA "permanecem prontos a apoiar acordos de paz entre o governo afegão e o talibã sem pré-condições".

Mas todo este apoio, ressaltou Trump, exige um retorno. "Os Estados Unidos trabalharão com o governo afegão sempre que virmos determinação e avanços. Mas nosso compromisso não é ilimitado, e nosso apoio não é um cheque em branco. O povo americano espera ver reformas reais e resultados reais", advertiu.

Fonte: G1

Fagner Soares

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