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Economia e Negócios

Dólar fecha a R$ 3,45 e renova máxima desde 2016, em meio a alta de títulos dos EUA



Moeda subiu 1,20%, com o mercado atento a um possível aumento no ritmo de alta dos juros nos EUA; em abril, dólar valoriza mais de 4%. (Foto: Reprodução)

O dólar fechou em forte alta nesta segunda-feira (23), renovando o maior valor desde dezembro de 2016, em meio a temores de que a inflação nos Estados Unidos leve o banco central do país a ser mais firme na elevação dos juros. Essa preocupação fez os títulos da dívida pública subirem.

A moeda dos EUA avançou 1,20% frente ao real, a R$ 3,4516. É a maior cotação desde o dia 2 de dezembro de 2016, quando o dólar fechou a R$ 3,4716. 

No mês de abril, o dólar registra alta de 4,05%. Já no acumulado do ano, tem valorização de 9,34% frente ao real.

Títulos dos EUA em alta

Os preços dos títulos do tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) subiram nesta segunda, com o rendimento das notas de 10 anos atingindo o maior nível em mais de quatro anos, diante de preocupações com a crescente oferta de títulos do governo e a aceleração da inflação, enquanto os preços do petróleo e das commodities sobem.

"O Treasury de 10 anos testou novamente os picos deste ciclo econômico... geralmente, as rodadas de abertura (alta das taxas) dos Treasuries afetam o humor global a risco, o que está dando suporte ao dólar no mundo", disse à Reuters o gestor e sócio da corretora Flag, Dan Kawa.

Como os Treasuries influenciam o dólar?

Os Treasuries são títulos emitidos para financiar a dívida pública dos EUA. Eles são considerados um dos investimentos mais seguros do mundo. Por isso, é comum acontecer uma "corrida" por estes títulos quando há temores de instabilidade no mercado.

É o que se vê agora, quando o mercado especula sobre o avanço da inflação nos Estados Unidos, que poderia levar o BC do país a aumentar o ritmo de alta dos juros, reduzindo a liquidez (disponibilidade de dinheiro) no resto do mundo, especialmente em países emergentes como o Brasil.
Como o dólar também é considerado um dos ativos mais seguros do mundo, ele tende a valorizar frente a outras moedas, inclusive o real, quando os títulos dos EUA rendem mais. 

Por enquanto, o mercado vem trabalhando com mais duas altas de juros nos EUA este ano, além da que já aconteceu em março.

Como pano de fundo, os investidores seguiram acompanhando o noticiário político em busca de informações sobre as articulações políticas para as eleições deste ano.
Última sessão

Na sexta-feira, a moeda encerrou a R$ 3,4106 na venda, acumulando queda de 0,48% na semana. No mês, entretanto, o dólar tem alta de 3,25%.

 

G1



Fagner Soares

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