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Economia e Negócios

RMF registra deflação de 0,25%; menor desde 2012


Os preços dos produtos e serviços contratados nos primeiros 15 dias de agosto na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) estavam mais baratos que em igual período de julho. Isso porque a prévia da inflação estava em alta de 0,33%, no mês passado, e passou para queda de 0,25% em agosto. O resultado é o menor da série histórica iniciada em fevereiro de 2012 e o segundo menor entre os estado do Brasil, atrás somente de Curitiba (-0,26%). Os itens que mais influenciaram nessa redução foram as frutas e legumes, com alguns chegando a ficar 35,7% mais baratos.
A cebola foi a que mais apresentou retração no valor de comercialização no período, caindo os 35,7%. Também contribuíram para o resultado a batata-inglesa (-29,92%), tomate (-27,98%), passagem aérea (-17,96%) e goiaba (-15,66%). O grupo Alimentação e Bebidas, de um modo geral, apresentou variação negativa de -0,32%. As informações são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) divulgado, nessa quinta-feira (23), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No sentido contrário, no entanto, passagens de ônibus interestaduais pressionaram a inflação para cima, com os preços subindo 11,61%. Apesar disso, o grupo de Transportes foi o que teve maior queda nos valores de modo geral: -1,45%. Outros itens que também apresentaram maior custo neste início de agosto em relação a julho foram a alface (5,81%), o leite condensado (5,52%), o contrafilé (5,11%) e o leite em pó (5,02%).
Entre os grupos de despesas, Saúde e Cuidados Pessoais foi o que mais sofreu elevação de preços, subindo 1,08%. No entanto, de um total de nove classes, somente três apresentaram variações acima de 0%, ou seja, crescimento de preços. Os outros dois são Educação (0,63%) e Artigos de Residência (0,55%). O restante dos grupos, como Vestuário (-0,48%), despesas pessoais (-0,26%), Comunicação (-0,15%) e Habitação (-0,10%) se destacam, mas pela redução de custos.
Alta acumulada de 2,39%
O índice geral da RMF, que ficou em -0,25% em agosto, acumula taxa de 2,39% nos primeiros oito meses deste ano, variação menor que o observado no agregado de janeiro a julho (2,65%). Já de agosto do ano passado até agosto deste ano, os últimos 12 meses, a prévia da inflação é de 2,90%, também menor que o registrado na série até julho, quando ficou em 3,14%.
Brasil
A inflação em âmbito nacional teve variação de 0,13% em agosto, fechando em 0,51 ponto percentual abaixo da alta de 0,64% de julho. É a menor taxa para agosto desde a deflação (inflação negativa) de 0,05% relativa ao mesmo mês de 2010, portanto dos últimos oito anos. O IPCA-15 fecha os primeiros oito meses do ano - janeiro a agosto - com alta acumulada de 3,14%. Já a taxa acumulada nos últimos 12 meses ficou em 4,30%, abaixo dos 4,53% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2017, atingiu 0,35%.
A principal contribuição para a queda do IPCA-15 veio do grupo Transportes, que, ao fechar o período com deflação de 0,87%, exerceu um impacto negativo de 0,16 ponto percentual em agosto. No caso do grupo Transportes, que, em julho, teve a segunda maior variação positiva, encerrou agosto com deflação de 0,87% em função da queda no item passagem aérea (-26,01%), principal impacto negativo no índice do mês, com 0,10 ponto percentual.
Já os combustíveis, com uma deflação de 1,32% na prévia de julho, recuaram pelo segundo mês consecutivo, com redução nos preços médios do etanol (-5,80%), do diesel (-0,50%) e da gasolina (-0,40%).
Em contrapartida, os grupos Habitação, com alta de 1,10%, e Saúde e Cuidados Pessoais (0,55%) foram os principais impactos positivos na inflação de agosto, contribuindo com 0,17 ponto percentual. Este foi pressionado, principalmente, pelo item energia elétrica, que, ao subir 3,59%, levou o grupo a exercer o maior impacto individual no mês: 0,14 ponto percentual.
Já em Saúde e Cuidados Pessoais, a alta de 0,55% veio por conta do item Plano de Saúde, que subiu 0,81% em razão do reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos.

Fonte: DN

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