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Cariri

Utilização do prédio da UPA da Lagoa Seca, em Juazeiro, segue indefinida



Juazeiro do Norte. O prédio da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Lagoa Seca foi concluído há pelo menos seis anos. O equipamento segue sem nenhuma manutenção, apesar de um guarda civil fazer a vigilância. O mato tomou conta de área externa, enquanto as paredes e teto apresentam infiltrações. Na gestão municipal passada, portas e pias foram roubadas. Até a próxima semana, uma empresa de engenharia deve encaminhar um laudo para a Secretaria Municipal de Saúde indicando suas necessidades estruturais.
Em Juazeiro do Norte, já existe uma UPA em funcionamento no bairro Limoeiro. No entanto, a demanda no Município, que também conta com o Hospital Regional do Cariri (HRC) é grande. Por isso, foi projetado o equipamento de urgência e emergência na Lagoa Seca, que atenderia bairros populares como João Cabral, Romeirão, Frei Damião, entre outros.
Auditoria
Este ano, foi feita uma auditoria para identificar os problemas e as possibilidades de funcionamento do espaço. Seu relatório indicou que haviam vários itens que não estavam compatíveis com o projeto. Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde e a Procuradoria Geral do Município decidiram protocolar uma Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa contra as empresas que executaram a obra, pois, não cumpriram seu contrato.
Teto e paredes apresentam infiltrações. Há alguns anos, portas e pias foram roubadas, mas já recolocadas.
Uma empresa de engenharia foi contratada para fazer o levantamento necessário para a continuidade do projeto e o tipo de readequações que deverá passar. “Ela deu até a próxima semana para repassar as necessidades estruturais para que a gente não possa responder pelas irregularidades que haviam anteriormente”, explica a titular da Secretaria de Saúde, Francimones Rolim de Albuquerque.
A UPA da Lagoa Seca é de porte 1, que tem orçamento bem inferior a de porte 3, que está em funcionamento no bairro Limoeiro. Por isso, a Prefeitura estuda duas possibilidades. A primeira, que fosse ampliada para porte 3 e receber um recurso mensal aproximado de R$ 500 mil – hoje seriam R$ 100 mil. A outra proposta é dar uma outra finalidade ao prédio, assim como Barbalha – que se tornará uma policlínica municipal.
“Os equipamentos dela estão previstos pelo Estado. Nós recebemos (uma lista) quais são os que devem constar e encaminhamos para a comissão licitação para que possa analisar a documentação e publicar. Sobre os profissionais, precisa ver que readequação vai dar a esse local”, completa Francimones.
Enquanto isso, a população vizinha espera a inauguração do espaço para dar maior facilidade ao atendimento médico e desafogar as outras unidades de Juazeiro do Norte. “Ia ser muito importante, sem sombra de dúvida. A gente tem que ir na do Limoeiro e às vezes não tem transporte. Lá é muito tumultuado. Eu mesma, que preciso de vez em quando, passo o dia inteiro para ser atendida pelo médico”, lamenta a dona de casa Francisca das Chagas de Oliveira, que mora vizinha ao equipamento da Lagoa Seca.

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