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Tecnologia e Games

Mesmo com falhas, nova aventura de Lara Croft impressiona pelo tom sombrio




A exploradora de tumbas favorita do meio gamer está de volta em mais uma aventura. Mesmo com um histórico de mais de 20 jogos diferentes, Shadow of The Tomb Raider inova pelo tom sombrio e pela violência retratada em suas mais de 15 horas de jogatina, até a completude do jogo. Entretanto, o que deveria ser a conclusão bem sucedida de mais uma trilogia da mulher mais empoderada dos games acaba tropeçando na parte mais técnica de seu gameplay.

Shadow of The Tomb Raider é um game de aventura singleplayer (para um jogador apenas) em terceira pessoa centrado em exploração e combate. Nesse título, a protagonista, Lara Croft - que esteve recentemente nos cinemas, retratada por Alicia Vikander - explora as ruínas perdidas do Peru em busca de uma alternativa para evitar um conjunto de cataclismas místicos que levarão o mundo ao seu fim.
O atual comando da gigante japonesa Square Enix sobre a marca Tomb Raider trouxe dois jogos de grande qualidade e apelo da crítica. Tomb Raider repaginou e introduziu a franquia para uma nova geração e Rise of The Tomb Raider - segundo da trilogia - chegou a vencer prêmios prestigiosos, além de ter sido reconhecido pelo público gamer como um dos melhores títulos de 2016. Essa trajetória de sucesso das novas aventuras de Lara Croft teve como pilar de sustentação o ótimo trabalho da desenvolvedora Cristal Dynamics, que conseguiu retratar a icônica personagem de uma maneira que tanto mitigou a objetificação feminina que a personagem costumava sofrer, quanto reposicionou Lara não apenas como uma sobrevivente, mas também como uma mulher forte e resiliente. Infelizmente, por mudanças contratuais, dentre outros fatores pouco noticiados, Shadow of The Tomb Raider não teve à frente de seu desenvolvimento a mesma equipe dos dois títulos anteriores, ficando a cargo de outro estúdio, a Eidos Montreal, continuar o projeto. O produto dessa mudança manteve a qualidade estética e o cuidado com o empoderamento de sua protagonista, entretanto, trouxe consigo falhas de jogabilidade e de roteiro que dificultam o divertimento e mancham a conclusão de mais uma exploração de Lara Croft no mundo dos games.
Apesar de visuais fenomenais, um enredo competente, que mostra um lado diferente e mais sombrio da personagem, e um bom design de som, que ajuda no esforço de imersão do jogador nas selvas e catacumbas virtuais, Shadow of The Tomb Raider é uma experiência de constante fascínio e frustração. A mecânica de escalada, presente durante grande parte da jogatina é imprecisa. Os indicadores visuais de onde é possível se dependurar não são claros e, por vezes, causam mortes inesperadas e irritantes. O sistema de combate também por vezes apresenta incoerências de design que atrapalham a experiência de jogo. Em certos momentos mais tensos do gameplay, Lara é colocada sem qualquer armamento contra inimigos que claramente poderiam ser derrotados pelo simples apertar de gatilho das diversas armas que o game apresenta. Ao invés disso, o jogador é forçado a "se virar" com as novas possibilidades de ação furtiva da personagem, que até são competentes, mas, pela imposição e falta de liberdade por parte do design do jogo acabam chateando ao invés de divertirem.
Infelizmente, por tudo que foi mencionado, Shadow of The Tomb Raider falha em entreter aqueles que buscam um fechamento de ciclo tão competente quanto o título que o iniciou. Ainda é uma boa opção para aqueles que curtem a personagem, tanto pela estética, quanto pela conclusão da primeira grande história da franquia contada pela Square Enix. Todavia, uma aventureira de passado e renome tais quais os de Lara Croft merece uma aventura de maior qualidade do que a encontrada neste jogo.
Peru Em Shadow of Tomb Raider, Lara Croft explora as ruínas perdidas do Peru em busca de uma alternativa para evitar um conjunto de cataclismas místicos que levarão o mundo ao seu fim
críticas
Apesar da qualidade estética, o game tem falhas técnicas de jogabilidade e de roteiro que dificultam o divertimento e comprometem a satisfação com o jogo
Fonte: O Povo

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