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CRM de Juazeiro do Norte já realizou mais de 500 atendimentos em 2018



Juazeiro do Norte. O Centro de Referência da Mulher (CRM), vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social e Trabalho (Sedest), realizou de janeiro até setembro 535 atendimentos às mulheres vítimas de violência doméstica. Deste número, 250 são novos casos registrados e que receberam o amparo social da Prefeitura Municipal e 285 são casos reincidentes que foram encaminhados para assessoria jurídica e psicológica.
Recentemente, o Centro de Referência da Mulher, que está atuando em novo endereço, recebeu a doação de 12 máquinas de costura de empresa parceira. Os equipamentos foram doados com o propósito de, através de oficinas, capacitar mulheres vítimas de violência doméstica e oportunizar a admissão delas no mercado de trabalho garantindo, assim, a emancipação econômica e resgate da dignidade, muitas vezes perdida. Os cursos oferecidos pela Sedest, acontecem a mensalmente, no primeiro andar do novo prédio.
Paralelo ao CRM, os nove Centros de Referência de Assistência Social (Cras) do município, através dos serviços de convivência e fortalecimento de vínculos, também têm proporcionado a autonomia dos grupos de mulheres assistidas, por meio de oficinas de artesanato, culinária, bem como palestras que tratam do empoderamento feminino. O objetivo, segundo o secretário Sandoval Barreto, é “promover a equidade de gênero oferecendo oportunidades através de cursos, treinamentos, palestras, de forma totalmente gratuita”, afirma.
Casos de violência
Juazeiro do Norte ainda é uma das cidades do interior do Ceará com o maior número de casos de violência contra a mulher, segundo a titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Débora Gurgel. Atualmente, o Ceará possui nove delegacias especializadas em atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica. O Município perde apenas para a DDM de Fortaleza em número de registro de inquéritos instaurados.
Uma média de 80 a 100 boletins de ocorrência (BO) são realizados por mês, mas, segundo a delegada, nem todos geram inquérito policial. Para isso, é preciso a representação da vítima contra o autor. Só assim, ele pode ser responsabilizado criminalmente. “As vítimas têm procurado mais a delegacia para denunciar, mas apenas o BO não é o suficiente para punir o agressor e sabemos que a impunidade alimenta o crime. Se a mulher dá continuidade no processo, ela está se protegendo e protegendo outras mulheres”, afirma a delegada.
Analisando essa realidade e o alarmante números de casos de violência dessa natureza, todas as segundas-feiras são realizados plantões na DDM de Juazeiro do Norte, o que tem facilitado a continuidade nos procedimentos, já que o medo, a vergonha e a falta de acolhimento, são alguns dos fatores que inibem as mulheres de denunciar. Nesses casos, ter uma rede de proteção e apoio é primordial no enfrentamento da violência contra a mulher, que não se configura apenas na agressão física, mas também a psicológica e patrimonial.

Fonte: DN

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