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Esportes

Da tempestade para a bonança: repórter mostra o dia da torcida na Bombonera em Boca x River



Antes do jogo eu brincava com meus companheiros que seria um 0 a 0 típico. Pegado, corrido, tenso como sempre – e como nunca. Não esperávamos os gols (e eles vieram!), mas na verdade o resultado era secundário. Estamos falando da última final da Libertadores com sua identidade preservada. Os estádios e suas torcidas. A Bombonera, o Boca Juniors e o River Plate. Uma combinação para a história.

Foi a minha primeira cobertura numa decisão de Libertadores. Havia claramente um clima de tensão no ar, inflamado pelo jogo adiado da véspera. Falou-se por mais 24 horas da Superfinal - as TVs locais praticamente fizeram vigília na Bombonera à espera da confirmação da Conmebol. Por ironia ou não, nenhuma gota de chuva caiu neste domingo após o temporal de sábado.

Já no gramado do estádio, a uma hora de a bola rolar, conversei com alguns torcedores no setor de “La 12”, a organizada mais famosa do Boca. Crianças de oito anos me contaram que foram a vários jogos da campanha, claro, por influência dos pais fanáticos. Uma delas foi até Belo Horizonte ver seu time eliminar o Cruzeiro nas quartas de final. Estavam penduradas na grade, prontas para gritar e torcer.



No mesmo local, encontrei três pernambucanos que viajaram exclusivamente para a final. Passaram três dias à procura de ingressos até que resolveram pagar uma fortuna por eles. Espero, de verdade, que a experiência tenha sido à altura. Eu talvez também teria pago.

Havia mais gente debruçada. Alguns argentinos descobriram que era brasileiro e reclamaram:
- O Grêmio não podia ter feito isso.

Fonte: G1

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