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Politíca

Governadores do Nordeste cobram ações do Planalto e do Congresso



Governadores do Nordeste elegeram quatro eixos de cobranças ao Palácio do Planalto e ao Congresso Nacional na primeira reunião do grupo no ano. Realizado ontem em Brasília, o encontro definiu as exigências prioritárias em pelo menos quatro áreas que têm atuação direta do presidente Jair Bolsonaro (PSL), de deputados federais e senadores.

De acordo com o governador Camilo Santana (PT), que coordenou a reunião, a primeira preocupação da região é com a reforma da Previdência. O petista reivindica participação no debate da proposta oficial e pede que as mudanças não prejudiquem os mais pobres, que em grande parte são trabalhadores rurais.

"Defendemos a importância da reforma, mas queremos discutir o conteúdo dessa reforma, e, mais do que isso, que a reforma não prejudique os mais pobres, principalmente os homens e as mulheres da área rural que é a grande maioria do Nordeste brasileiro".

O cearense pontuou, em entrevista, que os governadores reafirmaram o compromisso de fazer articulação com a Câmara dos Deputados e o Senado sobre três projetos que serão votados em Brasília, como a securitização das dívidas, a sessão onerosa dos royalties de petróleo e as assinaturas para novas reservas do pré-sal.

"Nós queremos que o Congresso aprove e que divida isso com os estados e municípios brasileiros. Não é justo que esses recursos fiquem só concentrados na União", disse Camilo.
O governador Flávio Dino (PCdoB), anfitrião do próximo encontro em março, destacou a preocupação dos governadores com o último ano do atual Fundo de Educação Básica.

Empenho

"Alertamos também quanto ao debate imediato sobre o novo Fundeb. Temos insistido nisso. Infelizmente não tivemos resposta até agora. Consideramos, todos os nove estados reunidos, que o fim do Fundo Nacional de Educação Básica trará um grande dano à educação nacional. É urgente que haja, assim como haverá um debate sobre a reforma da Previdência e a segurança, um debate sobre o Fundeb".

Os governadores pediram empenho do Congresso para legislação de combate à criminalidade. Com as facções criminosas chegando com mais força à região, os administradores cobraram ações mais consistentes.

"Consideramos esse dito pacote (apresentado pelo ministério da Justiça) insuficiente porque apresentamos já ao ministro a necessidade de que temas que vinham sendo trabalhados no Governo anterior sejam melhor encaminhados, a exemplo do Fundo Único da Segurança Pública, controle de explosivos, controle do tráfico internacional de armas, fronteiras, temas que realmente impactam imediatamente no dia a dia da segurança pública", disse Dino.


Fonte: DN

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