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Fisioterapia da Unileão, em Juazeiro do Norte, atende crianças com Síndrome de Down



O Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (Unileão), em Juazeiro do Norte, está disponibilizando atendimento gratuito de Fisioterapia às crianças com Síndrome de Down. O atendimento é feito na sua clínica-escola e podem ser realizados pelo menos três vezes por semana, chegando até ser diariamente, dependendo do caso.
A clínica-escola da Unileão também conta com o projeto “Pediatria Itinerante”, que trabalha em parceria com algumas unidades básicas de saúde. Nele, os estagiários dos cursos da Instituição buscam identificar as crianças com deficiência, levar informação às famílias e, quando necessário, realizar o encaminhamento para a clínica-escola do Centro Universitário.
Segundo a professora Gardênia Martins, coordenadora do curso de Fisioterapia, as alterações no desenvolvimento psicomotor que as crianças com Síndrome de Down apresentam são o principal motivo que levam os pais a procurarem atendimento na clínica-escola. Entre as alterações, estão: tônus diminuído (hipotonia), frouxidão ligamentar, força muscular diminuída, alteração na apresentação dos reflexos, além de alterações visuais, auditivas e as cardiopatias congênitas.
“Todas essas alterações levam ao atraso motor e a Fisioterapia irá contribuir dentro do processo de estimulação precoce, que minimiza essas complicações por meio de técnicas específicas da neuropediatria. O objetivo principal é promover o aprimoramento do desenvolvimento motor próximo ao normal”, explica Gardênia Martins.
A professora acredita que as famílias estão mais informadas, uma vez que foi quebrado o paradigma de que a pessoa com a síndrome não pudesse ser produtiva, participar do mercado de trabalho e nem ter uma vida independente. “Durante muito tempo, esses mitos rondaram as crianças com Síndrome de Down e sentenciaram algumas famílias. Com a informação mais acessível, as mães puderam compreender muito mais sobre as potencialidades das crianças”, conta.
A síndrome
A Síndrome de Down ou trissomia do cromossomo 21 é a cromossomopatia mais comum deste século. Não se trata, portanto, de doença, mas sim de uma mutação do material genético humano. Os motivos para a ocorrência ainda são desconhecidos, mas o que se sabe é que começa na gestação, quando as células do embrião são formadas com 47 cromossomos, sendo que o comum seriam 46 cromossomos.

Fonte: DN

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