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Cine Teatro Neroly Filgueira Sampaio, em Barbalha, voltará a exibir filmes



Inaugurado em 1960, o Cine Teatro Neroly Filgueira Sampaio, em Barbalha, voltará a exibir filmes, a partir do próximo dia 3 de maio, através do projeto “Cine Popular”. A iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo oferecerá duas sessões gratuitas, toda sexta-feira e todo sábado, com início as 18h e as 20h. O equipamento, recentemente, passou por reforma que envolveu as recuperações do forro, iluminação, climatização, sonorização, além da aquisição de um projetor de alta definição por R$ 4 mil. O local tem capacidade para receber 350 pessoas.
Para ter acesso, a população deverá fazer um cadastro biométrico semelhante aos realizados para meia entrada no Balneário do Caldas e na Festa de Santo Antônio. Um evento teste foi realizado no último dia 17 de abril, com a exibição do filme “A Paixão de Cristo”, que contou com estudantes da rede municipal. “Foi um grande sucesso. Agora, a gente resolveu implantar”, explica o secretário de Cultura e Turismo de Barbalha, Rômulo Sampaio.
“Esse cinema esteve abandonado por 15 anos. Foi até saqueado”, lembra o gestor. O próximo passo é finalizar o contrato com uma distribuidora de filmes. “Vamos passar produções populares. Lançamentos. Além de filmes nacionais de sucesso”, acrescenta Rômulo. Além disso, um carro de som percorrerá os bairros da cidade, divulgando a produção que estará em cartaz, como era feito antigamente.
O equipamento foi construído pelo empresário e político Luiz Filgueiras Sampaio. Em 1972, ele foi adquirido por Expedito Costa, que também foi proprietário dos famosos Cine Plaza e Cine Eldorado, em Juazeiro do Norte, e possuiu 17 salas de cinema no Ceará, Paraíba e Alagoas. “Ele era o melhor do interior. Para se ter uma ideia, na sala tinha uma cabine exclusiva para assistir o filme”, conta Expedito.
“A Morte Ronda na Floresta” (1966) e “A Noite da Emboscada” (1968) inauguraram as exibições de Expedito Costa em Barbalha. “Na época, era um sucesso. Lá, tinha muito engenho. A economia era muito boa”, justifica. O teto do prédio chegou a cair e um dos herdeiros de Luiz Filgueiras não quis vendê-lo. “Eu deixei o projetor para a Prefeitura”, completa o empresário.
Em 1987,  a Prefeitura de Barbalha desapropriou o local, que foi reconstruído e inaugurado como Cine Teatro Municipal Neroly Figueira, e passou também a receber grandes atrações das artes cênicas. “Entre outras atrações, nós trouxemos, no nosso segundo mandato, o famoso teatrólogo Augusto Boal, em 1995”, lembra o jornalista e professor, João Hilário, que foi prefeito nestas duas ocasiões.

Fonte: DN

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