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Politíca

Deputados federais cearenses reclamam de trânsito nos ministérios


Não é só a reforma da Previdência e outros projetos de interesse do Governo Federal que ficam prejudicados enquanto os conflitos do Palácio do Planalto com o Legislativo não dão uma trégua. Deputados federais cearenses alinhados ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) reclamam da dificuldade em acessar ministérios para destravar demandas no Estado. Mesmo aqueles que circulam no Planalto não estão tão otimistas em ver os pleitos atendidos, principalmente no meio de uma crise fiscal.
Prevendo uma articulação política conturbada no início do Governo - em quase 100 dias não tem uma base consolidada no Congresso -, o deputado Domingos Neto (PSD), líder da bancada cearense, articula desde o início do mandato reuniões coletivas com os ministros. "As reuniões de bancada têm não só facilitado como fortalecido e reforçado os pleitos dos parlamentares. O que acho é que ainda carece de sintonia", aponta.
Os parlamentares já se reuniram com os titulares das Pastas de Desenvolvimento Regional, Justiça e Segurança Pública, Saúde e, mais recentemente, com o ministro da Infraestrutura. Mas para o deputado Genecias Noronha (SD) os encontros, até agora, têm pouco efeito prático.
"O Governo está perdido nessa articulação entre Palácio e Congresso. Eu estou sentindo que os ministros estão com dificuldade de receber, parece que não têm poder. Não adianta ter audiência para tomar água e café. Deixei de ir para essas reuniões. Quando vir que alguém foi e resolveu, passo a ir", afirma. Genecias diz que é pressionado nas bases eleitorais por recursos para obras, mas esbarra na liberação de emendas empenhadas desde a gestão passada.
Reclamação
Jaziel Pereira (PR) considera produtivas as reuniões da bancada com os ministros, mas também reclama do acesso à Esplanada dos Ministérios. "É dificílimo, inclusive já aconteceu de deputados irem pra ser atendidos e ter que ir alguém junto para a visita com a autoridade, que só recebe se tiver outra pessoa. É um negócio muito humilhante. Até agora só tem a Damares (ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos), que estamos sempre em contato".
Para Capitão Wagner (Pros), a dificuldade de transitar entre os ministérios é o principal prejuízo da falta de diálogo do Governo com os potenciais aliados no Congresso, visto que isso se reflete nas demandas dos estados. "Isso está impactando também nesse desgaste da relação".
Roberto Pessoa (PSDB), por sua vez, acha que é cedo para que a máquina pública atenda a todas as demandas. "O que a gente faz é mostrar o problema, ver o que eles têm, pelo menos, planejado para cada obra. Se estão resolvendo, é outro problema".
Junior Mano (Patriota) já foi recebido pelo secretário especial da Casa Civil para a Câmara, Carlos Manatto que, segundo ele, atendeu aos seus pleitos. Moses Rodrigues (MDB) diz não ter problema em ser recebido no Palácio do Planalto, mas não está tão otimista em garantir as reivindicações, como construção de Unidades Básicas de Saúde e escolas.
"Já fui recebido individualmente, as demandas dos municípios de anos anteriores estão agilizando, no entanto, para novas demandas, o discurso é o mesmo: Orçamento apertado", relata.

Fonte: DN

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