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Economia e Negócios

Com aquisições, empresas do CE decolam no mercado


Em um dia movimentado no mercado de investimentos, duas empresas cearenses anunciaram, ontem (7), a aquisição de outras grandes companhias nacionais no valor global de R$ 6,65 bilhões.
A primeira divulgação foi a compra do Grupo São Francisco pela Hapvida, por uma quantia de R$ 5 bilhões. A segunda veio logo depois, quando a Arco Educação (holding que controla o SAS Plataforma de Educação) acertou a compra do sistema de ensino do Grupo Positivo, avaliado em R$1,65 bilhão.
Para economistas, as operações sinalizam a consolidação e a expansão das companhias, além de uma boa gestão dos empreendimentos.
Na avaliação de Thomaz Bianchi, sócio da Conceito Investimentos, os movimentos dão mais visibilidade ao Estado, que já possui grandes empresas consolidadas e tradicionais no mercado.
"São duas empresas cearenses com grande peso nacional e internacional. A Hapvida é mais um movimento de expansão para outros mercados. A empresa já possui um crescimento consistente e inovador em relação às outras operadoras. Já o movimento da Arco é na questão da consolidação do setor de ensino médio", avalia.
De acordo com ele, apesar de as empresas atuarem em segmentos diferentes, os dois movimentos são interessantes para o mercado e muito similares. "A Arco fez o IPO (Oferta Pública Inicial) na Nasdaq (Bolsa de Valores norte-americana), ganhando destaque com isso. Ela viu o valor da empresa crescer 34% com o IPO. De fato, são mais empresas regionais ganhando destaque".
Para o vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (Ibef-CE), Luís Eduardo Barros, as transações são boas para a imagem do Estado. "Isso mostra que a gestão cearense está sendo capaz de transpor fronteiras e atingir todo o País. A Hapvida se junta a outros grandes grupos cearenses que são empresas de âmbito nacional", acrescenta.
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A consolidação das duas companhias vendidas também é um fator positivo. "Pode até agregar conhecimento, porque a gente sabe que os clientes do Centro-Sul são muito mais exigentes. É uma aquisição que deverá, inclusive, aumentar o valor de mercado da Hapvida", completa Barros sobre o negócio envolvendo os dois grupos de saúde.
"É um fato relevante para a Hapvida pelo valor envolvido. Para o mercado, é muito positivo porque mostra a confiança do empresário de continuar investindo e continuar crescendo nos negócios. Logicamente, nem todo o setor está em um processo de consolidação e crescimento como é o setor de saúde que a Hapvida está inserida", diz Filipe Albuquerque, sócio-gestor de investimento da V8 Capital.
Segundo ele, o Grupo é conservador na questão de caixa e de alavancagem. "Eles estão fazendo a aquisição que deve ter muita sinergia, que deve ter o mesmo perfil de atuação. O Grupo São Francisco é um grupo muito verticalizado como o Hapvida na parte de atuação, hospitais, laboratórios. A alta da ação vai refletir o tamanho do Grupo São Francisco", pondera.
No fechamento do mercado, a Hapvida teve alta de mais de 7%, com os papéis valendo em torno de R$ 32,75.
Players
Albuquerque também enfatiza que com a consolidação da transação, a Hapvida se tornará um dos principais players do mercado. "Essa alta reflete o interesse dos investidores. O papel já estava muito bem avaliado, já pagava um preço lucro interessante, então, ele já estava bem avaliado, em níveis justos, mas acima da média de preço lucro do mercado, mas você vê o potencial do Grupo com essa aquisição relevante".
"A gente gosta da ação da Hapvida, a gente acha uma empresa sólida, tem um produto bem definido, tem um diferencial de mercado em relação aos seus concorrentes, tem gestores capacitados para tocar a operação. Pode ser um bom momento de entrada sim, logicamente que uma alta dessa relevante a gente fica um pouco receoso de ser o último da festa a estar entrando", acrescenta.
Com a transação, a Hapvida servirá mais de 5,8 milhões de beneficiários. Com atuação em mais de 12 estados, o Grupo São Francisco possui oito hospitais, dezenas de clínicas, unidades de diagnóstico por imagem, laboratórios e atendimento em Odontologia.
Arco
O negócio da Arco envolve 650 mil alunos e três mil escolas conveniadas ao Sistema Positivo de Ensino, atual líder de mercado no País. A transação ainda tem que ser aprovada pelo Cade em até seis meses. Os conselhos administrativos dos grupos já fecharam o acordo.
O valor do negócio será dividido em 50% pagos no momento do fechamento do acordo e o restante diluído num prazo de cinco anos, sendo 10% pagos em 2021, 10% em 2022 e 15% em cada um dos dois anos seguintes.

Fonte: DN

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