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Lixão de Juazeiro do Norte volta a apresentar focos de incêndio; fumaça preocupa



Problema antigo, o lixão a céu aberto de Juazeiro do Norte, às margens da CE-060, voltou a registrar focos de incêndio, na tarde desta terça-feira (28). O vento transporta a fumaça e tem incomodado os moradores, principalmente, do bairro Vila Padre Cícero, a popular Palmeirinha, e também do Sítio Massapê. O local foi alvo de uma Ação Civil Pública (ACP), ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) no último dia 7 de março, que requereu seu fechamento a construção de um aterro sanitário em até um ano.
“Se o vento der de lá pra cá, ninguém dorme. Aqui fica horrível, pode nem respirar. Eu coloco um pano na cara e fico até sem fôlego”, conta a aposentada Maria Josefa da Silva, moradora do Sítio Massapé. Irritação nos olhos e inalação de fumaça são comuns no período de combustão dos resíduos sólidos, principalmente, nos meses mais quentes do ano. “A gente fica aqui porque é o jeito”, admite.
A fumaça também é motivo de preocupação para as pessoas que transitam na CE-060, que liga Juazeiro do Norte à Caririaçu, rodovia que também dá acesso mais rápido à capital cearense. “Agora, de dia, está melhor, mas quando for mais tarde a visibilidade fica horrível. Há risco de correr acidente”, garante o motorista Cícero Vieira. Para ele, o problema é recorrente e nunca é solucionado. “É completamente desprezado. Todo ano, todo mês, sempre tem reclamação com esse lixão, que é totalmente errado”, completa Cícero.

O diretor de Serviços Públicos da Secretaria de Meio Ambiente e Serviços Públicos de Juazeiro do Norte, (SEMASP), Elói Silva, garantiu que o caso já foi repassado para a empresa responsável pela coleta dos resíduos sólidos de Juazeiro do Norte, a MXM Soluções Ambientais. “Amanhã tem uma reunião agendada para solucionar o problema”, conta.
Por outro lado, Elói admite que a situação já havia sido detectada ontem (27), quando foi visto um foco de incêndio. Hoje, há pelo menos três. “O secretário queria resolver jogo hoje. Já houve este mesmo problema ano passado. Na época, solicitamos EPI, trator, placas e cobertura do material, mas só fizeram o paliativo. Agora, queremos resolver tudo de uma vez”, completa.
Segurança aeroviária
Na ACP, ajuizada pelas promotorias de Justiça do Meio Ambiente e do Patrimônio Público de Juazeiro do Norte, consta ofícios da Infraero informando que o funcionamento do lixão compromete a segurança operacional da aviação, podendo ocasionar acidentes aéreos. Além disso, o MPCE constatou que a destinação dos resíduos sólidos do Município não atende à legislação ambiental. Uma das observações é que os catadores de material reciclável não seguem as mínimas normas de segurança do trabalho.
Com população estimada em 270 mil habitantes, Juazeiro do Norte produz, diariamente, cerca de 926 toneladas de lixo, segundo o Conselho de Política e Gestão do Meio Ambiente. Tudo isso é depositado no lixão.

Fonte: DN

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