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Aluno agredido em Caririaçu tem medo de voltar às aulas; família denuncia desamparo da prefeitura


O estudante Pedro Ícaro, ainda não voltou para a escola onde estuda, em Caririaçu (Foto: Arquivo pessoal)
Após ter sido agredido em sala de aula por colegas na semana passada, o estudante Pedro Ícaro, 7, ainda não voltou para a escola onde estuda, em Caririaçu. A agressão foi filmada e postada pela professora Adryana Vanderley, que de acordo com a prefeitura foi afastada das funções temporariamente.

Ana Paula, tia do menino, conversou com o Miséria na manhã desta quinta-feira (13). Ela informou que o garoto não voltou à escola desde o ocorrido e que está traumatizado. As imagens mostram o estudante sendo chutado e pisado por colegas de sala. Ferido, Ícaro foi levado ao hospital Geraldo Lacerda Botelho onde ficou internado por uma noite.

Segundo Ana Paula, ele está passando por acompanhamento psicológico. Ela reclama que a família não foi amparada pela Secretaria de Educação e que os custos com as sessões, medicamentos e demais despesas estão sendo pagos com recursos próprios. Os pais do estudante afirmam que entrarão com uma ação por danos morais.

A agressão ocorreu na Escola Julia farias, que fica na sede do município, ao lado da Secretaria de Educação. O vídeo gravado pela professora foi postado em um grupo de Whatsapp onde estão mães de alunos e logo gerou repercussão.

Em áudios atribuídos à autora das imagens, ela teria reclamado que quando posta no grupo fotos e informações sobre aulas com metodologias diferenciadas, as mães não repercutem, e que havia gravado o vídeo para que vissem o comportamento dos alunos em sala de aula.

"É com muita tristeza que mostro esse vídeo a todos vocês [...] o tempo todo desse jeito", escreveu a professora logo após de compartilhar as imagens no aplicativo de mensagens. A mãe de Ícaro responde logo sem seguida através de um áudio: "Isso é muito revoltante [...] o menino chegou [em casa] com a cabeça toda furada e disse que estavam chutando ele", disse.



O promotor de justiça Rafael Couto Vieira informou ao Miséria que estão sendo tomadas as medidas cabíveis para o caso. A promotoria de Caririaçu já se reuniu com representantes do CREA e do Conselho Tutelar. Eles também conversaram com a Secretária de Educação, que informou o afastamento provisório da professora.

A Polícia Civil também apura o caso. De acordo com Couto, caso sejam averiguados os elementos necessários para propor uma ação criminal, será essa a posição do Ministério Público. A Secretária de Educação foi procurada, mas não atendeu as ligações. O procurador do município também não foi localizado.


Por Felipe Azevedo/Agência Miséria
Miséria.com.br

Fagner Soares

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