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Economia e Negócios

Associações de negócios no CE chegam a faturar R$ 1,55 bi por ano


O associativismo tem se tornado um dos principais instrumentos para garantir a sobrevivência das micro e pequenas empresas no Ceará e garantir a competitividade delas diante das grandes marcas. No Estado, as associações ganham protagonismo e chegam a faturar R$ 1,55 bilhão por ano.
O modelo já é consolidado no setor supermercadista, que responde por 70% das 51 associações existentes no Estado, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
O analista técnico da unidade de gestão de negócios competitivos do Sebrae, Ivan Moreira, revela que o Ceará é o primeiro Estado no Nordeste em número de associações e o quarto do Brasil. “Em todo o território nacional, nós temos 800 associações. O Ceará tem sido um dos destaques do País. Tanto que o Rio Grande do Norte, o segundo colocado da Região, tem apenas 13 redes”, afirma. 
Ele acrescenta que mais oito associações, de outros setores, estão em formação. Além do segmento alimentício, as óticas, farmácias, lojas de material de construção e de serviços automotivos também têm apostado no associativismo. Ao todo, 1,1 mil empresas participam de alguma rede, que geram cerca de 18 mil postos de trabalho no Estado.
Supermercados
Sendo o segmento de maior proeminência entre as associações, os melhores resultados têm sido observados nas redes supermercadistas. De acordo com o levantamento da revista Nosso Setor Especial de Redes e Centrais de Negócios, das cinco associações do segmento que mais faturaram no Nordeste em 2018, quatro delas eram do Ceará. 
O primeiro lugar ficou com a Uniforça, que faturou R$ 1,55 bilhão durante o ano passado. A rede possui 60 lojas, emprega 5,3 mil colaboradores e comercializa quatro produtos de fabricação própria. Além dela, também foram destaque a Rede Parceria (R$ 926 mi/ano), a Rede Cearense (R$ 576 mi/ano) e a Rede Integrada (R$ 528 mi/ano).
Vantagens
De acordo com o vice-presidente da Associação Cearense de Supermercados (Acesu), Nidovando Pinheiro, são mais de 30 redes supermercadistas no Estado. “E eu digo para todo varejista que vai iniciar: se ele tiver a oportunidade de entrar em alguma associação, vai ser muito enriquecedor. Tudo conseguimos com melhores condições do que se fôssemos fazer individualmente, como as taxas de cartões, programas de gestão e os próprios produtos, de forma que conseguimos vender a melhores valores”, destaca.

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará, Maurício Filizola, ressalta que as centrais de negócios auxiliam os micro e pequenos negócios a se tornarem grandes negócios. “Toda empresa começa pequena. É a sua visão de mercado, o seu sonho que pode tornar isso maior. Um dos modelos que faz com que a gente realize esses sonhos é o associativismo, porque você está sonhando com pessoas que almejam o mesmo objetivo”.

Fonte: DN

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