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Politíca

Camilo Santana pode apoiar reforma da Previdência após mudanças no texto


Camilo poderia chegar inclusive a articular pela aprovação da medida (Foto: Divulgação)



Caso seja mantido acordo de líderes que promete alterar texto da Reforma da Previdência, o governador Camilo Santana (PT) estará disposto a apoiar publicamente a medida. A postura teria sido comunicada inclusive para deputados da bancada federal do Ceará nesta terça-feira, 11.

As informações são da revista Crusoé e foram confirmadas pela assessoria de imprensa do governo do Ceará. Segundo o Palácio da Abolição, Camilo enxerga a reforma como “necessária” para o momento atual da economia do País, desde que sejam retirados itens prejudicando os mais pobres.

A gestão diz ainda que a postura não é nova e já teria sido defendida inclusive nas reuniões entre Camilo e governadores do Nordeste. Segundo a Crusoé, o governador teria inclusive admitido possibilidade de articular publicamente pela aprovação da medida – caso mantidas as mudanças propostas.

Reforma desidratada

Na última quarta-feira, líderes da Câmara aprofundaram articulações por um acordo que facilite a aprovação da reforma da Previdência da Casa. O texto proposto no acordo retira pontos sensíveis da reforma, como mudanças no Benefício por Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural.

Devem sair do projeto ainda o regime de capitalização proposto pelo ministro Paulo Guedes (Economia). Outra vontade do governo, de que mudanças nas regras da aposentadoria passassem a ser promovidas por lei complementar, e não Proposta de Emenda à Constituição, também será descartada.

Segundo analistas, mudanças podem fazer a reforma gerar economia até 30% menor do que a inicialmente planejada. O projeto, no entanto, sofreria menos resistência e teria aprovação mais segura no Congresso.

A postura de Camilo Santana é vista nacionalmente como primeiro efeito prático das mudanças anunciadas no texto. Como o governador é filiado ao Partido dos Trabalhadores, sua adesão acaba tendo peso “especial” para a base do governo.

Fonte: O Povo

Fagner Soares

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