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Politíca

Imbróglio com governadores atrasa relatório da Previdência


O debate sobre o relatório da reforma da previdência na comissão especial da Câmara dos Deputados finalizou, mas as negociações políticas sobre o novo texto devem se estender até a próxima semana, enquanto não houver acordo sobre os pontos polêmicos.
A inclusão dos estados e municípios continua sendo um imbróglio, e o acordo final será definido somente na terça (2), dia em que Maia irá se reunir com os governadores e o relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), para definir o apoio ou não à reforma. Por conta do impasse da inclusão no relatório, a leitura do texto do relator prevista para ontem (27) foi adiada, após um acordo entre os líderes.
O deputado cearense Capitão Wagner (Pros), membro da comissão especial, ficou surpreso com o adiamento. "Nos causou estranheza e surpresa, mas é uma tentativa de evitar o embate no plenário sobre a questão de estados e municípios, já que na comissão será mais fácil incluir".
Na avaliação do líder do PDT, deputado André Figueiredo, a decisão de reincluir deve passar pelo diálogo entre os governadores, o ministro da Economia, Paulo Guedes e o relator. "Nós da oposição não temos intenção nenhuma de incluir, mas não vamos apresentar destaque para retirar, porque queremos discutir o conteúdo da matéria".
O especialista político e diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos (Abcop) do Distrito Federal, Alexandre Bandeira, vê divergência entre os interesses dos governadores e dos deputados. Enquanto os governadores querem um alívio financeiro, Bandeira explica que os parlamentares anseiam popularidade.
"A reforma a principio é uma coisa que todos concordam, mas cada um concorda do seu jeito. Está se tentando construir uma única reforma que abarque a todos, mas o que se observa é que há um processo de dificuldades em busca de acordo", explicou.
As pressões de interesses devem aumentar ainda mais, segundo Bandeira, assim que a proposta da reforma chegar ao Plenário. "Quanto mais próximo da votação do Plenário, maior será a pressão dos lobbys estruturados, dos servidores públicos que a principio são os mais atingidos", disse.
A expectativa de Maia é votar o parecer na quarta para que, na semana seguinte, comece a discussão no Plenário. Maia cobrou de Guedes uma articulação maior do Governo para agilizar a tramitação.
Placar da Bloomberg
Dos 49 deputados que integram a Comissão Especial da reforma da Previdência na Câmara, pelo menos 30 devem votar a favor, garantindo a aprovação do texto, divulgou  a agência americana de notícias Bloomberg
Indecisos
O placar pode chegar a 34, a depender de alguns que ainda estão indecisos ou resistem em divulgar o voto. A sondagem foi feita com base nas declarações públicas dos políticos e em redes sociais

Fonte: DN

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