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Cariri

Obra de reconstrução do canal do Rio Granjeiro, em Crato, é iniciada



Foi iniciada, ontem (05), a recuperação do canal do Rio Granjeiro, em Crato, danificado pelas fortes chuvas deste ano. Segundo a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), o custo total da obra é de R$ 1.491.836,58 e o valor de investimento é oriundo de recursos do próprio Município.
As intervenções, com prazo de conclusão de três meses, incluem recuperação das paredes, fundo do canal, passarela metálica, passeios, final do canal (em frente à escola 18 de Maio), além do desassoreamento de todo o leito do canal do rio até a ponte da Avenida Tomás Osterne de Alencar.
A medida visa oferecer segurança aos moradores das margens do canal e evitar possíveis transtornos, assim como liberar a Avenida José Alves de Figueiredo para a Expocrato, que acontece no mês de julho.
Obra parcial
As obras de recuperação do canal não solucionam os problemas do canal do Rio Granjeiro. Segundo o professor da Universidade Federal do Cariri (UFCA), Paulo Roberto Lacerda, doutor em Recursos Hídricos, tem sido observado que o aumento da urbanização, sobretudo no sopé da Chapada do Araripe, tem causado a impermeabilização do solo.
“Na parte da encosta, a parte mais íngreme, houve um crescimento da ocupação, aumento das áreas impermeáveis, derrubada da mata. A água vai para o montante da bacia, na parte mais alta e escoa rapidamente”, explica.
Através do estudo de uso e ocupação do solo, o pesquisador observou que os lotes, na encosta da Chapada do Araripe, antigamente, eram maiores. Depois, passaram a ser menores e aumentou a ocupação. “O problema maior é a intensidade da chuva em um curto espaço de tempo. Como a bacia não tá recebendo infiltração, o canal não está suportando a vazão”, explica Paulo.
Possível solução
Em 2011, a Prefeitura do Crato trouxe um engenheiro que fez estudos preliminares sobre a Bacia do Granjeiro. Houve um sobrevoo na área e visita a pé. Na época, foram detectadas duas necessidades: a primeira, criar barragem de amortecimento para diminuir a velocidade da água; a segunda, reconstruir todo canal em concreto, triplicando sua vazão atual. A obra comprometeria toda a Avenida José Alves de Figueiredo.
Há seis anos, só a elaboração deste projeto custava quase R$ 1 milhão. A Seinfra acredita que sua execução ficaria em torno de R$ 100 milhões. 

Fonte: DN

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