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Clássico-Rei volta a ocorrer na Série A após 26 anos


Ceará Fortaleza irão fazer um clássico histórico na elite do Campeonato Brasileiro no próximo sábado, às 19 horas, na Arena Castelão, pela 13ª rodada do Brasileirão.
A última partida em que ambos duelaram pela 1ª divisão foi no dia 6 de outubro de 1993,quando muitos dos jovens torcedores atuais das duas equipes ainda não estavam com o engajamento que têm hoje no incentivo as suas equipes. O Alvinegro venceu os dois confrontos (3 a 1 e 1 a 0), numa competição que tinha o caráter regionalizado na sua primeira fase.
CBF havia decidido que ninguém subiria nem cairia para o Campeonato Brasileiro de 1993. Para esta edição, deveriam ter sido rebaixados os dois últimos colocados no Brasileiro de 1992, que foram Náutico e Paysandu.
E pelo mesmo critério deveriam ser promovidos apenas o campeão e vice da Série B de 1992 (Paraná e Vitória). Mas a Confederação Brasileira de Futebol resolveu fazer uma "virada de mesa". O Grêmio, que disputava a Série B, havia ficado na 9ª colocação e isso reforçou a ideia de promover os 12 primeiros da Segundona e que não haveria rebaixamento, tanto é que não foi realizada a Série B de 1993.
Houve um inchaço na competição, que contou com a participação de 32 equipes, mas divididas em grupos.
Ceará e Fortaleza estavam no Grupo C, o qual era constituído por Vitória, Remo, Paysandu, Náutico, Ceará, Santa Cruz, Goiás e Fortaleza.
Duas vitórias
O primeiro jogo entre Ceará e Fortaleza na Série A de 1993 ocorreu no dia 7 de setembro, quando o Alvinegro de Porangabuçu venceu por 3 a 1. No segundo jogo, houve nova vitória do Vovô, desta feita por 1 a 0.
Há quem considerava o time do Ceará mais bem preparado, com jogadores como Ferreira, no gol, Airton, Vítor Hugo, Jaime, Mastrillo, Ivanildo e principalmente, os atacantes Wanks, Osmar e Ronaldo, além de Sérgio Alves e Mirandinha.
Osmar havia chegado do futebol baiano para defender o Fortaleza, mas acabou se transferindo posteriormente para o Alvinegro, mantendo a mesma performance.
Desfalque
No primeiro jogo entre as duas equipes, o Leão esteve muito desfalcado, visto que alguns titulares ficaram de fora, de modo especial o meia Eliézer. Ele também não faria parte do segundo jogo.
Mesmo com alguns desfalques, o Leão do Pici tinha um time respeitável com Alberto como volante, Expedito na lateral, Candeia, Elói e Bujica. Mesmo assim, não conseguiu superar o time bem montado pelo técnico Mário Juliato. O treinador do Tricolor era Newton Albuquerque, irmão do árbitro Dacildo Mourão.

Último Clássico-Rei da 1ª divisão foi em 1993Kiko Silva
Lembranças
Como sempre acontece, os dois clássicos na elite do futebol nacional deixaram muitas lembranças entre os torcedores das duas equipes, que acompanharam in loco as partidas no antigo Castelão.
O Diário do Nordeste ouviu torcedores que relembraram as emoções vividas nos referidos clássicos entre Ceará e Fortaleza.
"Tal como acontece no ano em que estão novamente na Série A, o Ceará havia se reforçado mais para disputar a Primeira Divisão em 1993.Tinha o Vítor Hugo, que jogava com o nosso Airton Tanque; o Ivanildo, revelação das categorias de base; o Ronaldo, centroavante contratado para disputar a elite; e o Osmar, que veio do Fortaleza. Era um time, ao meu ver, mais forte", recorda o torcedor Emanuel Azevedo, corretor de imóveis e torcedor do Ceará.
Gols
"Eu estava na arquibancada, quando vi o Elói abrir o placar no primeiro jogo, mas em clássico a gente sempre espera uma reação, especialmente quando temos o carrasco Sérgio Alves em campo. Vítor Hugo empatou, em cobrança de falta que enganou o goleiro deles, o Claudecir e depois Sérgio Alves fez o gol da virada. O estádio quase veio abaixo", continuou Emanuel Azevedo.
Ele vê o próximo clássico com alguns detalhes semelhantes. "Acho que nosso time está melhor preparado para o próximo clássico, com mais peças de reposição, mas nunca se pode falar em favoritismo nesses casos", completou o torcedor Emanuel. O torcedor do Fortaleza, Edson de Aguiar Melo, comerciário, faz logo referência às mudanças entre o clássico de 1993 e o próximo, no mesmo local, mas com o estádio totalmente modificado.
"No Clássico-Rei de 1993, o estádio tinha apenas as cadeiras e aquelas arquibancadas só no cimento, mas era bom de vir para os jogos. A gente passava a semana na expectativa de vir para o clássico e com um detalhe: vínhamos juntos pelas ruas e não tinha os problemas que têm hoje. Devido a ter tomado algumas cervejinhas, esqueci na época alguns detalhes das vitórias do Ceará, mas digo que o importante agora é que eles se mantenham na Série A por uns 5, 6 ou 7 anos, para dar mais estrutura ao nosso futebol", disse Edson. "A rivalidade deve continuar, mas de forma sadia", completou ele.
Em 1993, Ceará e Fortaleza acabaram rebaixados para a Segunda Divisão de 1994, passando anos fora da elite. E só agora, conseguiram retornar juntos à elite brasileira.
Ceará e Fortaleza farão seus torcedores mais tradicionais voltarem no tempo, quando entrarem em campo no próximo sábado, para realizar um Clássico-Rei na Série A depois de mais de duas décadas.

Fonte: DN

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