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Politíca

Governadores do NE se reúnem hoje (29) na Bahia após controvérsia com Bolsonaro


Encontro dos governadores do Nordeste, no Palácio da Abolição, no último mês de marçoFoto: Natinho Rodrigues
Em meio à tensão com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), após fala polêmica dele que chamou os governadores do Nordeste de “paraíbas”, os chefes do Executivo dos nove estados nordestinos, se reúnem, hoje, na Bahia. A pauta oficial é a instalação do Consórcio Nordeste, que prevê parcerias entre os estados em diversas áreas. O encontro, porém, sinaliza um gesto político em relação ao Governo Federal. 
Isso porque a reunião acontece uma semana depois de o presidente Jair Bolsonaro afirmar, em uma conversa informal, com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, durante café com jornalistas, que daqueles “governadores de 'paraíba', o pior é o do Maranhão”.
A fala provocou a reação dos governadores, que assinaram uma carta, cobrando “diálogo” do Governo Federal, “independente de normais diferenças políticas”.
O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), lamentou, nas redes sociais, a atitude do presidente da República. Camilo Santana (PT) também se manifestou, em sua página do Facebook, e disse que, passadas as eleições, é preciso “governar para todos”. Para piorar o clima de tensão com os governadores do Nordeste, o presidente da República disse depois que não só criticou o governador do Maranhão, como também o da Paraíba, João Azêvedo (PSB), porque, segundo Bolsonaro, “vivem” “esculhambando” eles e se apropriando de obras federais”. 
'Ringue'
O governador da Paraíba subiu o tom. “É uma atitude inaceitável para um presidente da República. Eu não desço a esse nível. Essa é a grande questão. Eu não desço a esse nível de disputa”. 
Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro viajou a Bahia, para inaugurar o Aeroporto Glauber Rocha, em uma tentativa de amenizar a tensão, mas não teve muito êxito. O governador da Bahia, Rui Costa(PT), cancelou sua ida à inauguração, sob acusações de que o Governo Federal tornou o evento uma “convenção político-partidária”.
Consórcio 
A situação de Bolsonaro é vista com delicadeza no Nordeste, porque, além de ser uma região governada, historicamente, por políticos ligados a partidos de esquerda, foi a única região em que ele perdeu no segundo turno das eleições, registrando 30,3% dos votos válidos contra 69,7% de Fernando Haddad (PT). 
Não é à toa que os governadores do Nordeste intensificaram reuniões deles e, mais recentemente, criaram o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste, o Consórcio Nordeste, para fortalecer as pautas de interesse da região. A iniciativa deve ser instalada oficialmente, hoje, em reunião dos chefe do Executivo dos nove estados. O governador Camilo Santana (PT) ou a vice, Izolda Cela, devem participar. 
O objetivo do consórcio é firmar parcerias entre os estados nordestinos, para investimentos compartilhados, como a compra de medicamentos e realização de obras. As ações feitas em conjunto poderão ser barateadas. A criação do consórcio foi aprovada nas assembleias legislativas dos nove estados, inclusive, no Ceará, em maio passado. 

Fonte: DN

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