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Economia e Negócios

Vendas do comércio varejista do CE crescem apenas 0,1% em maio


Em meio a uma estagnação motivada por incertezas do mercado, em reflexo à economia nacional, o comércio varejista cearense apresentou um volume de vendas praticamente estável na passagem de abril para maio deste ano. A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) indicou que o varejo estadual teve apenas um leve crescimento de 0,1% no período em questão. O estudo é realizado e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Se forem incluídos no cálculo os setores de veículos e materiais de construção (comércio varejista ampliado), o resultado das vendas é consideravelmente melhor, apontando um crescimento de 6,8%. E o cenário é repetido na perspectiva dos últimos 12 meses até maio deste ano, com o comércio apresentando uma leve variação positiva, mas, nesse caso, de 0,3%. Considerando o acumulado dos últimos 12 meses, o índice ampliado - que considera os setores de veículos e construção - apresentou uma evolução de 1,8%.
Para Freitas Cordeiro, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL), o comércio ainda está reagindo aos resultados apresentados por toda a economia brasileira. Cordeiro acredita que a situação comece a melhorar quando a reforma da Previdência, aprovada na Câmara dos Deputados na última quarta-feira, começar a fazer efeito nas contas públicas. O presidente ainda disse que o momento atual da economia é de muita incerteza, com as pessoas ainda enfrentando uma redução no pode de compra e os empresários aguardando a estabilização do Governo para voltar a fazer grandes investimentos.
"Ninguém saiu da crise ainda. Existem expectativas e acho que o próximo mês já deve ser melhor apenas por conta da reforma da Previdência. Estamos com um consumidor sem poder de consumo e os empresários ainda desconfiados e cautelosos para poder investir, então precisamos mudar isso", disse.
Desempenho
Os setores que apresentaram os maiores resultados, segundo a PMC, no Ceará, em maio ante abril, foram os de móveis e eletrodomésticos (25,4%); material de construção (25,1%); veículos, motocicletas, partes e peças (22,9%); e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (3,3%). Tecidos, vestuário e calçados também apresentou alta, de 2%.
As principais retrações, no Ceará, foram registradas nos setores de livros, revistas e papelaria (21,7%); equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (11,9); combustíveis e lubrificantes (9,3%); e hipermercados e supermercados (5,9%).
No acumulado do ano, o comércio varejista cearense também registrou um leve encolhimento, de 0,9%.

Fonte: DN

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