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Brasil

BC corta juros, mas efeitos positivos ainda dependem dos bancos


Caixa e Banco do Brasil reduziram ontem taxas de diferentes linhas de crédito a pessoas físicas e jurídicasFoto: Érika Fonseca
Os efeitos do corte na taxa básica de juros, a Selic, de 6,5% para 6% definido ontem (31) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) – entre os quais o estímulo ao consumo e aquecimento da economia – só devem ser observados se os bancos repassarem a redução em suas próprias taxas de juros para o consumidor final. 

É o que avalia o economista e vice-presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), Ricardo Eleutério. Ele aponta que somente se as instituições financeiras baixarem os juros para o cheque especial, cartão de crédito, financiamento imobiliário, entre outros, seria possível estimular o consumo e o investimento sem ter aumento de preços. A boa notícia é que os bancos públicos já reagiram. Antes mesmo do anúncio do Copom, a Caixa Econômica anunciou a redução nas taxas de juros de suas principais linhas de crédito, válidas a partir de hoje (1º) para empresas e pessoas físicas. No cheque especial para pessoas físicas, por exemplo, a queda imediata nos juros é de 26%, com a taxa máxima indo de 13,45% ao mês para 9,99%.

Logo após o resultado do Copom, o Banco do Brasil também reduziu o juros para pessoas físicas, jurídicas e no financiamento imobiliário. As novas taxas entram em vigor a partir da próxima segunda-feira (5). Com o anúncio do BB, as taxas mínimas do financiamento imobiliário para pessoa física passarão de 8,49% para 8,29% ao ano, nas linhas para aquisição de imóveis por meio do Sistema Financeiro de Habitação (SFH).</CW></CS>

Relações globais

Outro efeito positivo, segundo Eleutério, foi o corte de 0,25 ponto percentual dos juros norte americanos anunciado ontem pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, o primeiro após 11 anos. “Com títulos mais seguros e uma alta taxa de juros, os investimentos nos EUA se tornam bem mais atrativos do que no Brasil, de forma que é possível uma migração do capital para lá. Quando eles cortam, o rendimento lá cai, de forma que essa possibilidade de migração reduz”, aponta.
Quanto aos investimentos, o vice-presidente do Corecon-CE destaca que a maioria dos títulos de renda fixa está atrelada à Selic. “Com rendimentos menores, os investidores passam a beliscar títulos com um pouco mais de risco, como ações. Isso deve impulsionar o resultado da bolsa”, diz.

O vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (Ibef), Luís Eduardo Barros, acrescenta que o corte da Selic deve obrigar pessoas que têm dinheiro rendendo sem esforços a buscarem um reposicionamento para continuar lucrando. “Quem quiser continuar ganhando dinheiro, vai ter que empreender ou investir em alguma empresa. São ações que geram emprego, aumentam o pagamento de impostos, fomentam a produção, enfim, impulsionam a roda da economia”, destaca. Barros pondera, no entanto, que os efeitos só devem ser observados daqui a pelo menos três meses.

Fonte: DN

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