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Com entrada de Lima, Felippe Cardoso e Galhardo subiram de produção no Ceará



O Vovô marcou oito gols nos últimos quatro jogos, média de dois por partidaFoto: JL Rosa / SVM
O ponto mais forte do time do Ceará na Série A sempre foi a defesa. Com um goleiro seguro, dupla de zaga forte, laterais taticamente obedientes e volantes que se complementam. Mas faltava encaixar o ataque, com melhor aproveitamento dos pontas e o centroavante, com produção ofensiva abaixo do esperado.
Mas duas contratações pontuais na parada para a Copa América fizeram a diferença. As adições de Lima, jogando pela ponta esquerda, e Felippe Cardoso, como centroavante, fizeram o ataque dar liga rapidamente. Já são 8 gols nos últimos 4 jogos, média de 2 por partida. Felippe Cardoso já havia melhorado sensivelmente a equipe com sua entrega tática, movimentação e luta com os zagueiros, mas os gols diante do Fortaleza e Chapecoense mostraram que o Ceará finalmente tem um camisa 9 com nível de Série A.
Os dois gols marcados são um alento para o torcedor, que tinha dúvidas sobre a efetividade de um centroavante. Antes disso, nem Bergson nem Romário, outras opções para a posição, fizeram gols pela Série A. Somente Ricardo Bueno, que atualmente está no CSA, havia marcado gols jogando como centroavante.
Já Lima deu a velocidade e o improviso necessários para a função nos extremos do campo, lacuna visível antes do retorno da Série A. E ter um centroavante ativo, dentro do jogo como pede uma Série A, além de um meia-atacante com a qualidade de Lima, fez outros jogadores crescerem em campo, como Thiago Galhardo, Leandro Carvalho e Ricardinho.
Ou seja, se a defesa era segura, com poucos gols sofridos - 13 gols em 14 jogos - o setor ofensivo encaixando, os resultados apareceriam e o salto na tabela seria natural. O Alvinegro saltou da 13ª colocação para a 9ª, se consolidando na zona de classificação para a Copa Sul-Americana, e abrindo de 2 para 10 pontos do Z4.

COLETIVO

O técnico Enderson Moreira comentou a evolução da equipe alvinegra, citando o coletivo como principal força. "Eu sempre valorizo o nosso grupo. Estou feliz com aquilo que estamos construindo diariamente. São jogadores muito determinados às funções em campo que a gente pede. O time ataca quando precisa, não vai ao ataque apenas por ir. O importante é mantermos a compactação, sairmos agrupados e organizados. Estamos competindo o tempo todo. Nossa defesa está segura, mas os jogadores de frente ajudam na marcação. Como time, temos evoluído. O futebol é conjunto e todos se ajudam. O Ceará ainda tem muito a crescer e vamos utilizar bastante o elenco", destacou. 
Enderson prefere não destacar individualidades ou jogadores em especial."Para mim, o conjunto é mais importante. Claro que um jogador ou outro vai se destacar, como foi o Galhardo, o Felippe Cardoso, mas o importante é o time como um todo. Os destaques e individualidades aparecem pelo conjunto", explicou.
Sobre a sequência do Ceará na Série A, Enderson falou do próximo adversário, o São Paulo, no Morumbi, domingo, às 16 horas. "Vamos trabalhar para mais um jogo difícil na Série A. Toda partida para nós é uma decisão e estamos cientes das dificuldades contra o São Paulo", finalizou.

Fonte: DN

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