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Politíca

Bancada nordestina cobra da Caixa mais recursos



Após encontrar parlamentares do Nordeste, presidente da Caixa se comprometeu com reforço no crédito ruralFoto: Honório Barbosa
Deputados da bancada do Nordeste na Câmara cobraram, ontem, um aumento das operações de crédito da Caixa Econômica Federal para a região. Em reunião com o presidente da instituição, Pedro Guimarães, os parlamentares ouviram promessas de maior liberação de recursos, até para a promoção de festas juninas nos municípios.
O presidente da Caixa disseque a instituição pretende elevar de R$ 4 bilhões para R$ 30 bilhões até 2022 a sua participação no crédito rural e que um dos focos é o Nordeste.
"O crédito agrícola nunca foi o foco da Caixa. E muito menos no Nordeste. A região não era (contemplada) nem 2% do crédito agrícola da Caixa, o que já era baixo. Isso acabou. Vamos ter crédito agrícola. Em especial porque a região Nordeste, como a Norte, tem várias áreas importantes de desenvolvimento social e econômico. Teremos dois grandes grupos de foco no crédito agrícola. Aquele que é de longo prazo para silos e beneficiamento. E o social", disse.
Guimarães informou que uma Portaria, lançada neste mês, vai permitir a redução dos custos de contratação para os prefeitos porque a fiscalização de obras foi simplificada, possibilitando a redução de taxas de administração.
Outra iniciativa citada por Guimarães é a abertura de três novas superintendências da Caixa em Pernambuco, Paraíba e Maranhão, a partir da desativação de duas outras em São Paulo e uma em Minas Gerais. Também anunciou que a Caixa vai patrocinar festas juninas.
O coordenador da bancada do Nordeste, deputado Júlio César (PSD-PI), lembrou que, em agosto, notícia veiculada pela imprensa mostrou que as operações da Caixa com estados e municípios atingiam apenas 2,2% do total.
"Houve um protesto generalizado, uma revolta aqui da bancada. O presidente refez os números, liberou projetos que já estavam no ponto e convocou reunião com a diretoria. Aí mostrou números, crescendo oito pontos percentuais", disse Júlio César.

Fonte: DN

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