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Politíca

Candidaturas femininas tornam-se desafio para presidentes de partidos em Juazeiro do Norte


Cinco vereadoras foram eleitas; Auricélia Bezerra, Rita Monteiro, Jacqueline Gouveia, Roseane Macêdo e Aninha Teles (Foto: Câmara de Vereadores)
Em 02/10/2019 às 16:40
A Emenda Constitucional (EC) nº 97/2017 diz que a partir das Eleições 2020 não haverá mais coligação para vereadores, o que tornará ainda mais difícil a vida de pequenas siglas ao Legislativo. Haverá ainda o desafio de lançar 30% das candidaturas femininas em cada campanha, um "problema" que em Juazeiro do Norte já mobiliza os presidentes.

Em 2017, concorreram para o cargo de vereador em Juazeiro Norte 286 candidatos, sendo apenas 90 mulheres. Cinco vereadoras foram eleitas; Auricélia Bezerra, Rita Monteiro, Jacqueline Gouveia, Roseane Macêdo e Aninha Teles.

"Qualquer presidente de partido que diga que não há dificuldade nesse sentido, está exagerando", diz Ronaldo Campos, que preside a REDE Sustentabilidade no município, com 32 filiados regulares. De acordo com ele, os líderes terão um trabalho em dobro pra lançar candidatas de forma responsável no ano que vem.

No Patriota, legenda que acumula 73 membros ativos em Juazeiro, o presidente Valter Brasil diz que sempre houve uma preocupação na filiação de mais mulheres, e que pretende fortalecer o quadro feminino . "O partido é novo, nas últimas eleições elegemos duas mulheres; elas estão começando a nos procurar", diz.

Com 213 membros regulares, o PL, presidido por Gutemberg Campos, também trata a questão com prioridade. "Não há tanta tradição em relação às candidaturas femininas, este é um gargalo que os partidos terão que enfrentar", relembra.

Uma das maiores preocupações é com as candidaturas laranja, quando siglas, para preencher a cota feminina, lançam mulheres ao pleito, captam fundo partidário e subutilizam as verbas. Caso semelhante está sendo investigado no PSL, que teria ocorrido nas eleições do ano passado.

Para estar sob o regulamento, as legendas deverão encaminhar à Justiça Eleitoral, juntamente com o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP), a lista de candidatas que concorrerão no pleito, respeitando-se o percentual mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo. A regra está prevista no artigo 10, parágrafo 3º da Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições).


Por Felipe Azevedo
Miséria.com.br

Fagner Soares

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