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Conserto das cadeiras do Castelão pode render até R$ 6 milhões para Ceará e Fortaleza em 2020


Cadeiras do Castelão serão repostas pelos clubesNatinho Rodrigues
O foco de Ceará e Fortaleza é de permanência na Série A, mas as diretorias dos dois clubes já começam a articular a temporada 2020 e, em mais uma ação conjunta, planejam investimento milionário para que possam ter maior arrecadação na próxima temporada. Prospectando aumento em público e receitas, sobretudo nos jogos do Campeonato Brasileiro, ambos se uniram para restaurar 4 mil cadeiras da Arena Castelão, em movimento que pode garantir até quase R$ 6 milhões a mais para cada um no ano que vem.
A matemática é simples. Atualmente, por conta da setorização e de cadeiras quebradas, a Arena Castelão tem capacidade para receber 52.550 pessoas.
Porém, por questão de segurança, os clubes apenas têm a possibilidade de vender 50 mil bilhetes, o que acaba limitando os públicos. Alvinegros e Tricolores, portanto, buscaram uma solução.
Após reunião com o Ministério Público do Estado do Ceará (MP-CE), na última sexta-feira (18), as diretorias de Ceará e Fortaleza se uniram para viabilizar a manutenção dos assentos no estádio e se responsabilizaram em arcar com a reposição de 4 mil assentos, ampliando, assim, a capacidade total para 56.550 torcedores. A intenção é que medida ocorra ainda neste ano, mas há a possibilidade que aconteça apenas em 2020.
Diário do Nordeste apurou que os clubes estão estudando opções para aquisição do material. O custo estimado é de R$ 350 por cadeira, o que deve gerar despesa total de R$ 1,4 milhão a ser repartida por Vovô e Leão. Consequentemente, R$ 700 mil para cada.
Apesar do custo que terão, os times estimam que poderão recuperar o dinheiro investido rapidamente no ano que vem, sobretudo com a permanência na Série A.
"Nossa expectativa é arrecadar R$ 300 mil a mais em cada jogo que fizermos com essa nova capacidade. Aí poderemos fazer grandes festas, como mostramos contra Flamengo e Santos. Tivemos uma conversa com o Ministério Público, o Fortaleza, e estamos em fase de análise do fornecedor de material. A reposição das cadeiras é necessária porque aumentamos a receita e a festa na torcida”, declarou Raimundo Pinheiro, vice-presidente do Ceará.
Se a previsão se cumprir, nos 19 jogos que cada um terá como mandante no Brasileirão, a projeção é de aproximadamente R$ 5,7 milhões a mais em arrecadação.
“É uma situação que vai ser boa pra todo mundo. Ao invés de pagar o valor das cadeiras, iremos comprar as próprias cadeiras e repor. É algo que já está encaminhado e temos a expectativa que possa se concretizar em breve”, destacou Tahim Fontenele, diretor do Fortaleza e representante do clube na Federação Cearense de Futebol (FCF), que negocia a questão pelo Tricolor.
Motivo do investimento
A iniciativa foi tomada enquanto o Governo do Estado e a Luarenas, empresa que administrou o espaço até novembro de 2018, ainda acertam a manutenção do estádio.
Como as partes buscam um acordo, que deve se estender até a formalização da nova licitação para 2020, Vovô e Leão tentam iniciar o processo e trazer mais comodidade aos seus torcedores. “A licitação do Governo vai demorar muito, então estamos nos adiantando e já planejando essas festas na arquibancada. O Castelão é um dos maiores estádios do Brasil, precisa ser explorado. Quem assumir ele em 2020 vai completar a manutenção. Vamos trabalhar para ter a capacidade máxima”, frisou Pinheiro.
O pensamento é o mesmo do lado do Leão. “O Governo ainda está elaborando a licitação, e isso deve demorar. Enquanto isso, os clubes estão saindo no prejuízo, já que não podem utilizar a máxima capacidade do Castelão. As cadeiras estão diminuindo”, completou Tahim.
Através de nota enviada à reportagem, a Secretaria do Esporte e Juventude (Sejuv) informou que “está em fase de conclusão da elaboração do Edital para aquisição de novas cadeiras para a Arena Castelão. Em seguida, será enviado para a Procuradoria Geral do Estado (PGE), tendo a previsão de conclusão até Dezembro 2019. As cadeiras serão adquiridas pelo Governo do Ceará, porém parte será ressarcida pela empresa Luarenas. Os clubes de futebol irão adquirir parte das cadeiras que são necessárias repor na Arena”.
Capacidade diminuindo
A reclamação dos clubes procede. Nas últimas décadas, o Castelão passou por diferentes processos que acabaram resultando em diminuição da capacidade total. Reformas e a recente setorização fizeram com que a capacidade fosse reduzida drasticamente. Quando foi parcialmente inaugurado, em 1973, o estádio podia receber 70 mil torcedores. Sete anos depois, com a obra completa, recebia até 120 mil pessoas
Tanto que o recorde registrado até hoje como maior público do estádio é no amistoso entre Brasil e Uruguai, dia 27 de agosto de 1980. Na ocasião, 118.496 pessoas acompanharam a vitória brasileira por 1 a 0.
Reformado entre 2011 e 2013 para receber a Copa do Mundo, a capacidade máxima da Arena Castelão está estimada em 63.903 - o que o faz o 3º maior estádio nacional, superado por Maracanã, no Rio de Janeiro (78.838), e Mané Garrincha, em Brasília (72.788).
Na nova Arena, o maior público total registrado foi na final da Copa do Nordeste 2015, quando o Ceará venceu o Bahia por 2 a 1 e foi campeão, e também no ano seguinte, quando Fortaleza e Juventude empataram em 1 a 1, pela Série C de 2016. Os dois jogos tiveram 63.903 torcedores.

Fonte: DN

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