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Ciências e Saúde

Impotência sexual ainda é tabu entre os homens, mas cresce procura pelos tratamentos



Alguns homens desconfiam que a impotência ameaçaria a masculinidade
A insegurança de falhar como parceiro sexual é um fantasma recorrente na vida dos homens. Apoiados na crença de que não podem falhar na hora do sexo, o que invalidaria a "masculinidade", alguns já procuram assistência com médicos e terapeutas. Este movimento, no entanto, não é a regra: quando a questão da impotência se torna realidade na rotina, a vergonha e a falta de diálogo costumam paralisar o indivíduo.
Segundo o Dr. Francisco Mesquita, membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), os sinais básicos da impotência sexual são a perda de desejo, de rigidez do pênis, além da diminuição da frequência e da qualidade das relações. De acordo com o médico, o movimento nos consultórios de urologia, para tratar desses casos, tem sido crescente.
Normalmente, os pacientes se dividem em dois grupos. O idoso, que realmente pode estar impotente, ou que passou por uma cirurgia, além do diabético, que tem alguma doença orgânica. O outro grupo é o da impotência de origem psicológica, em que a maioria dos casos é registrada em jovens", revela o urologista.
Os pacientes mais novos costumam ser submetidos a exames clínicos, os quais geralmente descartam qualquer disfunção orgânica. Segundo Mesquita, esses homens se estressam muito com as obrigações do cotidiano e ainda se cobram de ter uma "performance" sexual para além do que é considerada normal.
Antes de chegar ao consultório pela primeira vez, para iniciar um tratamento, existe uma certa resistência por parte dos homens. Eles chegam geralmente tímidos nas consultas iniciais, mas depois se mostram dispostos a seguir as orientações médicas, informa o urologista.
Frequência
Segundo a terapeuta integrativa Fabíola de Paula, os casos de impotência sexual masculina são habituais, mais do que o senso comum costuma especular. Na sua rotina de atender pacientes com o auxílio da acupuntura e da homeopatia, ela ressalta que a maioria deles procura a terapia com alto índice de estresse. São jovens entre 22 e 38 anos, normalmente preocupados com o excesso de trabalho e com a intensidade da performance durante o sexo.
"Um dos últimos que atendi estava noivo e trabalhava muito. Era empresário e vivia estressado. A noiva achava que ele a estava traindo, que não gostava mais dela, e começou o conflito. Cada vez que ele entrava nesse nível de estresse, piorava a condição de impotência. Não conseguia mais ter ereção. Acabou que eles se separaram", relata a terapeuta.
Do caso de um policial que dá plantões pela madrugada à história de um jovem empresário, na faixa dos 25 anos; Fabíola observa as situações de estresse. Ela esclarece que esses homens, geralmente chegam à terapia após pesquisar sobre o efeito da acupuntura e da homeopatia para aliviar o incômodo.
Eles têm a preocupação de que vão ficar assim para sempre. Começam a achar que, se ainda jovens estão tendo esse tipo de coisa, estariam perdendo a virilidade. Mas eu digo logo que, na situação deles, há vários homens, daí eles se tranquilizam mais", pondera a terapeuta.
Depois de passar pelo médico, Fabíola esclarece que, a partir dos cuidados dela, o homem também pode precisar de psicoterapia (junto a psicólogos), a depender do contexto. No entanto, para ela, é importante que eles possam confiar que a cura está na retomada do "fluxo natural" de suas ocupações na vida.
Distúrbio
Dr. Mesquita distingue os casos de impotência em relação a outros problemas da saúde do homem, que reduzem a disposição sexual. Para o médico, os pacientes mais idosos precisam ficar atentos ao Daem (Distúrbio Androgenético do Envelhecimento Masculino).
"É uma queda normal, esperada para a idade, dos hormônios masculinos. O principal é a testosterona. A gente pode fazer um paralelo desse distúrbio com a menopausa", situa.
Segundo Mesquita, não há recomendações específicas de prevenção à impotência sexual. Os cuidados básicos para manter a saúde do homem, no caso, são os hábitos de redução do estresse, como atividade física, alimentação equilibrada, boa qualidade do sono, e o controle de doenças, a exemplo da hipertensão e da diabetes.
Para o médico, além do uso de medicamentos, o ideal é que os pacientes procurem também a assistência psicológica, ressaltando que os tratamentos são complementares.

Fonte: DN

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