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Economia e Negócios

Marketing digital: quais os profissionais que podem apostar na área



Essa é uma área que poderá proporcionar maior liberdade no trabalho, uma vez que isso pode ser feito de qualquer lugarFoto: Divulgação
O Marketing Digital usa ferramentas de tecnologia no processo de criação, como Google, Facebook e Instagram, entre outras, para comunicar e divulgar seus clientes. Ferramentas que facilitam muito o conhecimento do público-alvo, visto que elas possibilitam obter dados demográficos de pessoas que estariam mais interessadas, ao menos teoricamente, a receber estes conteúdos e consumi-los. 
Para alguns, esse fenômeno, que começou a ganhar força com o avanço do Google, com a chegada do Facebook e agora com o Instagram, nem pode ser considerado novidade, pois é o mesmo que já víamos com o marketing em si. Para a professora e coordenadora de Pós-Graduação na Universidade de Fortaleza, Nayane Monteiro, a área não é algo novo, mas tem características e especificidades diferentes. 
“Marketing Digital é sobre aproximar intimamente marketing e tecnologia. Porém, precisamos entender que marketing digital, antes de tudo, uma subárea. Todos os cuidados que são necessários para obter um bom resultado utilizando as mídias tradicionais (ou off-line), precisam ser adotados também no mundo digital”, afirma. 
Segundo ela, “o que muda são os canais de comunicação com o cliente e, por conta disso, entender as principais estratégias e técnicas de marketing digital é fundamental, quando as pessoas transitam do online para o offline com uma facilidade e rapidez jamais vista anteriormente”. 
Se é algo novo ou não dentro do marketing, o certo é que há uma relação com o tradicional sim, mas só os conceitos antigos não permitem que o profissional avance neste campo. É preciso mais. 
“Se você já concluiu sua graduação, provavelmente não chegou a ver esses conhecimentos estruturados em sala de aula. Para isso, fazer uma pós-graduação torna-se uma oportunidade para aprimorar conhecimentos de marketing, comunicação, gestão e tecnologia já adquiridos anteriormente”, diz a coordenadora. 
André Fontenele, instrutor de marketing digital da Udemy (plataforma de ensino a distância), avalia que cursos extras, online ou presenciais, podem complementar o que se vê na faculdade e na pós-graduação.
Vida nômade
Essa é uma área que poderá proporcionar maior liberdade no trabalho, uma vez que isso pode ser feito de qualquer lugar – embora isso não seja novo ou exclusivo dessa área –, como frisa o diretor de Negócios e Projetos Especiais da Leme Digital, Leonardo Leitão. 
“Tanto em corporações quanto em startups, isso é uma prática adotada até nas linhas de gestão e mentorias. O modelo de agência de marketing digital já é algo tradicional que agora está desmembrando para agências especializadas: profissionais em performance, em estratégia, em conteúdo, em monitoramento. Algumas agências também estão se tornando hubs de profissionais que trabalham de forma colaborativa ou em projetos específicos, não necessariamente estando fisicamente no mesmo local/cidade/país”.
Nayane Monteiro reforça que isso não torna mais fácil a vida dos que optam pela área. Segundo ela, é necessário muito conhecimento das mais diversas áreas como comunicação, sociologia, economia, antropologia, ciência de dados, programação, design, marketing e psicologia. “Além disso, é necessário atualizar sempre tais conhecimentos – as ferramentas mudam o tempo todo. Paralelo a isso, você precisa investir tempo para planejar e testar. Depois finalmente acertar a comunicação com quem deseja, aí sim você começa a escalar seus ganhos”, pontua.
Oportunidades
Em uma rápida pesquisa no Linkedin Jobs é possível notar que há mercado para a área. Porém, é bom frisar que, muitas vezes, até lá fora, não se entra especificamente na área de marketing digital. Poderá ser um gerente de produtos que terá de trabalhar com essas atividades. 
Segundo Leitão, a área de marketing digital é algo bem amplo, onde temos “expertises” diversas dentro dela. “Por exemplo, algumas empresas estão contratando, para a área de performance e métricas, engenheiros e profissionais de exatas pela familiaridade com números e, na área de conteúdo, temos jornalistas e gente de Letras. Marketing digital não é exclusivo para publicidade, longe disso. O setor necessita de uma diversidade e integração ampla para poder rodar bem. Inclusive, o próprio profissional de publicidade tradicional precisa se reinventar para estar na área”, afirma Leitão.
Com 15 anos estudando e pesquisando sobre meios digitais e há mais de 10 anos trabalhando com marketing digital, Nayane afirma que a academia já está começando a enxergar melhor o novo setor.

Fonte: DN

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