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Ciências e Saúde

Memória bem alimentada: conheça alimentos que ajudam o sistema neurológico



O equilíbrio nutricional exerce uma grande importância na manutenção da saúde física e mental
Quem nunca foi até a cozinha, abriu a geladeira e esqueceu o que ia buscar? Ou saiu para o trabalho e, só ao chegar, percebeu que deixou o celular em casa? Ou então esqueceu onde guardou os óculos e pensou consigo mesmo 'estou com a memória muito ruim'? Para um melhor funcionamento do cérebro, no tocante à concentração e raciocínio, a ingestão de alimentos que o estimulem é indispensável, visto que uma boa dieta está diretamente relacionada à saúde de todo o corpo.
Ter uma rotina alimentar equilibrada é essencial para ajudar o sistema neurológico a funcionar de forma adequada. Segundo a nutricionista Carolina Araripe, a regra básica é aumentar o consumo de frutas, legumes, verduras, sementes e diminuir a ingestão de alimentos industrializados.
Ela sugere ainda que, caso venha a ser necessário consumir tais produtos, que a tabela nutricional seja sempre consultada e os ingredientes sejam conferidos: "quanto mais natural, melhor", recomenda.
Mudança na rotina
O equilíbrio nutricional exerce uma grande importância na manutenção da saúde física e mental. Entretanto, a nutricionista afirma que, para quem deseja uma melhora mais consistente, existem alguns nutrientes específicos que desempenham papel significativo no estímulo mental e na proteção neurológica.
"O ácido graxo ômega-3, por exemplo, é importante para o bom funcionamento cerebral. Ele pode ser encontrado na linhaça e na soja. Já as sementes de abóbora são ricas em zinco, mineral que ajuda a melhorar a memória e a capacidade cognitiva", explica.
Para inseri-los no cotidiano, Carolina recomenda colocá-los em saladas de folhas no almoço ou jantar e em frutas picadas para o lanche.
Para temperar arroz, ovos e molhos, a cúrcuma, também conhecida como açafrão-da-terra, é uma boa alternativa para quem tem dificuldade em inserir novos alimentos na rotina. Ao mesmo tempo que acentua o sabor das comidas caseiras, o tempero possui antioxidantes e anti-inflamatórios que previnem o envelhecimento precoce das células e evitam danos no cérebro.
Para quem aprecia saladas, a dica é dar preferência pelas hortaliças de coloração verde-escura, como espinafre, couve, rúcula e brócolis. Estas iguarias são fontes de vitamina K e ácido fólico, por isto melhoram a coagulação sanguínea e resguardam a massa cinzenta, reduzindo assim o risco de demências.
Dentro deste grupo, o espinafre merece destaque especial. Um estudo realizado pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, mostrou que os maiores consumidores de luteína, um composto presente na folha, apresentam memória e raciocínio mais desenvolvidos, por conta da alta capacidade antioxidante do componente.
Recomendações
As frutas, essenciais na dieta diária, também são ricas em nutrientes responsáveis pelo estímulo dos neurônios. Fonte de gorduras boas, como a monoinsaturada, o abacate, por exemplo, ajuda a aumentar o colesterol bom (HDL) e a reduzir o ruim (LDL), beneficiando o sistema cardiovascular, protegendo as artérias e favorecendo o fluxo sanguíneo.
"O fruto pode ser adicionado em vitaminas, saladas e até preparado na forma de mousse, batido com cacau e açúcar demerara", indica a especialista.
Contendo antioxidantes e anti-inflamatórios, as frutas vermelhas, como morango, amora e framboesa, são ótimas opções para quem procura melhorar a saúde cerebral. Já o açaí, fruto roxo da região amazônica, possui função anti-inflamatória, além de ser repleto de vitamina E, manganês, cálcio e magnésio, atuando na geração de energia, na contração muscular e, claro, nas funções cognitivas.
O nutricionista Rubb Santana alerta que alguns cuidados devem ser tomados com relação à qualidade da sua memória. A ingestão de bebidas alcoólicas deve ser reduzida, visto que o líquido atrapalha a absorção de nutrientes e vitaminas importantes para o funcionamento apropriado do corpo.
O consumo de álcool também pode causar disfunções metabólicas e cognitivas, além da desidratação corporal, dificultando seu desempenho ideal.
Da mesma forma, os alimentos industrializados devem ser evitados, por serem pobres em nutrientes e vitaminas e, além disso, são ricos em conservantes, gorduras trans, corantes, acidulantes e aromatizantes. O consumo excessivo desses produtos pode contribuir, a longo prazo, para problemas de saúde, dentre eles deficiências de concentração, aprendizado e memória.
Algumas escolhas sutis também podem modificar o comportamento do cérebro, bem como diminuir o consumo de sal ao temperar as comidas, optar por sucos naturais - sem adição de açúcares, e decidir sempre pelos alimentos mais frescos possíveis. Procurar uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes é, de longe, a maneira mais eficaz de estimular o corpo e a mente.
>> Para não esquecer
Abacate
Rico em gordura monoinsaturada, o fruto ajuda na regulação do colesterol, protege as artérias e favorece o fluxo do sangue até o cérebro.
Açaí
Por possuir antioxidantes, vitamina E, manganês, cálcio e magnésio, auxilia na geração de energia, na construção e na renovação dos ossos e dos músculos e na regeneração das funções cognitivas.
Folhas verdes
Vegetais de coloração verde-escura como brócolis, couve, rúcula e espinafre reduzem o risco de demências por serem fontes de vitamina K e ácido fólico.
Sementes
Para estimular a memória e a concentração, sementes da abóbora e linhaça são opções ricas em ácido graxo ômega-3 e zinco, respectivamente.
Álcool
O consumo de bebidas alcoólicas deve ser reduzido, visto que o álcool desidrata o corpo, dificulta a absorção de nutrientes e afeta as funções cognitivas.
Industrializados
Por serem pobres em nutrientes e vitaminas e ricos em gorduras, sódio e conservantes, a ingestão de alimentos ultraprocessados também deve ser evitada.

Fonte: DN

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