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O que levou o Fortaleza a realizar a maior contratação do futebol cearense



O atacante David foi treinado por Rogério Ceni no Cruzeiro na temporada passadaFoto: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C
A necessidade de contratações para brigar por titularidade no sistema ofensivo é algo que o Fortaleza busca. A diretoria já vinha trabalhando para acertar com jogadores de ataque há muitos dias, e ontem o clube anunciou o acerto com o atacante David, que chega ao Pici não somente com a missão de suprir tal lacuna, mas carregando o status de maior contratação da história do futebol cearense.

O Tricolor pagará R$ 5 milhões para adquirir 45% dos direitos econômicos do atacante, que terá contrato até o fim de 2022. A transação supera a compra de Wescley pelo Ceará. Em 2019, o Alvinegro havia desembolsado R$ 4,4 milhões para comprar o meia do Vissel Kobe, do Japão.
Pelo valor, é inevitável o questionamento de torcedores: vale o investimento? A pergunta não tem resposta fácil como pode parecer. No futebol, toda contratação é um investimento de risco e não se pode garantir que determinado jogador vai ser um acerto ou erro antes de a bola rolar. Há, porém, aqueles que agregam maior probabilidade de sucesso. E vários fatores são importantes para que isto se materialize em boas atuações.
No Fortaleza, David terá vários destes aspectos. O primeiro é o pedido e a confiança do técnico Rogério Ceni, com quem o atacante trabalhou no Cruzeiro durante 45 dias. No período, em que pese a dificuldade atravessada pela Raposa, Ceni viu grande potencial no então camisa 11, apesar das críticas da torcida ao futebol do jogador, que em 70 jogos fez somente quatro gols pelo clube mineiro.
Aos 24 anos, o atacante natural de Serra, no Espírito Santo, é veloz, tem força física e atua pelos lados de campo, característica imprescindível no modelo de jogo do treinador, que aposta que será capaz de recuperar o bom futebol do atleta, assim como fez com Romarinho, por exemplo.
Ceni acredita que, com confiança, David será capaz de repetir o desempenho que teve no Vitória/BA, clube que foi revelado e onde viveu seu melhor momento, entre 2015 e 2017, até ser vendido ao Cruzeiro, por R$ 10 milhões.
Retorno
O investimento foi visto de forma positiva pela diretoria leonina justamente pela possibilidade de resgatar um atleta que ainda tem "lenha pra queimar" e capacidade de garantir retorno técnico dentro de campo, correspondendo às funções desejadas pelo treinador, que já o conhece. Este ponto foi importantíssimo, mas não o único.
Um contrato longo, de três anos, mostra que o Fortaleza aposta que será capaz de, futuramente, vendê-lo por valor acima do que investiu.
Além disso, a latente necessidade de acertar com contratações o mais rápido possível fez com que a diretoria buscasse formas de viabilizar negócios já em andamento, considerando que o mercado está inflacionado e seria preciso, de toda forma, realizar aporte financeiro para contratar peças de qualidade. A chegada de David não inviabiliza outras contratações do clube. O Tricolor segue atento ao mercado para acertar com, pelo menos, mais um ou dois atacantes de velocidade que atuem pelos lados do campo.

Fonte: DN

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