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Autuori tenta inovar na estreia do Botafogo, mas time repete erros e é salvo por Gatito



A sensação de muitos botafoguenses com a classificação nos pênaltis na noite da última quarta-feira nos Aflitos foi de alívio. O avanço para a terceira fase da Copa do Brasil trará além do benefício financeiro de R$ 1,5 milhão mais tranquilidade para que Paulo Autuori possa trabalhar com o elenco. A estreia do técnico no comando do Botafogo foi com menos de uma semana de preparação, o que nem deu tempo ainda de o time mostrar a cara do treinador. E talvez tenha sido justamente por isso que sofreu.
O Botafogo mostrou-se, mais uma vez, pouco efetivo na criação de jogadas. O Alvinego não teve muitas chances e nas poucas vezes que assustou a torcida do Náutico foi em jogadas pela linha de fundo - uma delas o próprio gol. Única jogada propriamente construída foi quando Cícero saiu da posição de centroavante para buscar o jogo, abriu espaço para a infiltração de Barrandeguy, que tocou para Bruno Nazário chutar e o goleiro defender.
Jogadores do Botafogo comemoram classificação contra o Náutico — Foto: Vitor Silva/BotafogoJogadores do Botafogo comemoram classificação contra o Náutico — Foto: Vitor Silva/Botafogo
Jogadores do Botafogo comemoram classificação contra o Náutico — Foto: Vitor Silva/Botafogo
Só que isso foi aos 10 minutos da etapa inicial. A partir dali, o jogo ficou truncado no meio de campo, com o Botafogo mantendo os problemas de criação que já apresentava com Alberto Valentim. Desta vez, com Paulo Autuori, o time até aparentava maior movimentação - e isso deu para ver que o treinador pediu constantemente. Mas ainda falta a criatividade que os meio-campistas devem propor durante o jogo. As estreias de Honda e Gabriel Cortez - possivelmente contra o Boavista na estreia da Taça Rio - pode resolver essa questão.
A tentativa de lançar Cícero como centroavante no primeiro tempo também não deu muito certo. Autuori justificou dizendo que optou pelo volante de origem na função porque acredita que se botasse algum garoto ali poderia acabar queimando o jovem. Sem o porte físico necessário para a posição, Cícero acabava acuado pelos zagueiros do Náutico e vira e mexe tentava recuar um pouco mais na tentativa de abrir espaços para os laterais subirem e infiltrarem junto com os pontas. Mas não funcionou.
Bruno Nazário comemora o gol de empate do Botafogo diante do Náutico — Foto: Vitor Silva/BotafogoBruno Nazário comemora o gol de empate do Botafogo diante do Náutico — Foto: Vitor Silva/Botafogo
Bruno Nazário comemora o gol de empate do Botafogo diante do Náutico — Foto: Vitor Silva/Botafogo
No gol do Náutico, marcado pelo incansável Jean Carlos, é difícil culpar apenas um jogador. Houve uma falha de posicionamento do sistema defensivo como um todo. Mas quem estava mais perto do jogador, que recebeu a bola com espaço, eram Thiaguinho, Alex Santana e Danilo Barcelos. Apesar disso, erros de posicionamento são comuns e compreensíveis em um time que está começando a se ajeitar e a assimilar um esquema de trabalho de um novo treinador.
Na volta do intervalo (e já com a desvantagem no placar), Autuori sacou o camisa 7 e colocou Pedro Raul sem estar 100% fisicamente. A mexida deu certo e o Botafogo foi melhorando no jogo. Mas só melhorou mesmo quando Luiz Fernando entrou, por volta dos 20 minutos. Logo que foi a campo, o atacante rabiscou na ponta direita e cruzou na medida para Bruno Nazário. Porém, foi só. No restante da etapa final o Botafogo optou por encerar a partida e levar para os pênaltis. Afinal, tem Gatito Fernandez.
Vale destacar a partida de Ruan Renato. Estreando no time titular, o zagueiro teve uma atuação segura e não comprometeu. Só não dá para dizer que foi melhor do que o companheiro de defesa porque o início do ano de Marcelo é excepcional.
Cícero foi improvisado de centroavante, mas não foi o esperado — Foto: Vítor Silva/BotafogoCícero foi improvisado de centroavante, mas não foi o esperado — Foto: Vítor Silva/Botafogo
Cícero foi improvisado de centroavante, mas não foi o esperado — Foto: Vítor Silva/Botafogo

O que deu certo:
  • Gatito pegando pênalti (de novo);
  • Dupla de zaga com Marcelo e Ruan Renato;
  • Alex Santana como segundo volante foi muito bem, o melhor do Botafogo nos 90 minutos;
O que pode melhorar:
  • Criação de jogadas;
  • Movimentação dos jogadores no meio de campo;
  • Bruno Nazário tem que ser mais participativo;
O que não deu certo:
  • Luis Henrique tem tido um bom ano, mas contra o Náutico foi mal;
  • Cícero não conseguiu exercer a função de centroavante;
  • Guilherme Santos e Danilo Barcelos tiveram problemas para criar jogadas pela esquerda;

Fonte: G1

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