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Fortaleza vence Barbalha com superioridade e testes no ataque


Wellington Paulista e Carlinhos marcaram gol na vitória sobre o Barbalha, por 4 a 2, no Estádio Presidente Vargas, pelo Campeonato CearenseFoto: Natinho Rodrigues / SVM
Uma vitória com superioridade, daquelas que deixam evidente o abismo técnico. O Fortaleza bateu o Barbalha, por 4 a 2, no estádio Presidente Vargas (PV), ontem, pela 5ª rodada do Campeonato Cearense. O Leão saiu atrás do placar, viu o time do Cariri até empatar, mas soube criar volume para manter os 100% no Estadual com gols de Wellington Paulista, Bonilha, Tinga e Carlinhos - Guidio e Cléber descontaram.
No temporada, o resultado traz ânimo após a eliminação na Copa Sul-Americana para o Independiente, da Argentina. Sim, um triunfo expressivo era necessário para renovar o ânimo, principalmente com a torcida abraçando a equipe. No entanto, a defesa deixou uma impressão diferente do sistema ofensivo.
A análise é a de uma equipe que foi usada como teste por Rogério Ceni. Em campo, manteve os 10 atletas de linha no ataque e viu os volantes abusarem dos lançamentos para os laterais, com muita movimentação de Carlinhos. Sem sequer se posicionar para o contra-ataque, a lógica era de sufocar assim que a bola fosse perdida, estratégia pouca utilizada com o técnico.
A priori eficaz, só que com risco evidente, que se concretizou aos quatro. Sem compactação, com peças distantes de Felipe Alves, um desarme em Bonilha expôs o esquema no gol do Barbalha. A velocidade necessária para a recomposição também se perdeu no segundo, de Cléber, que venceu Paulão e Quintero com facilidade para arrematar de cavadinha e se tornar artilheiro do Estadual, com sete tentos.
Os espaços deixados diante de um rival muito inferior são passíveis de correção, até porque a dupla de defensores participa da armação, mesmo com o goleiro fora da área. A engrenagem do coletivo, nesse caso, é a constante movimentação dos jogadores da frente.

ATAQUE COM NOVIDADES

Madson participou apenas de três treinos antes de estrear pelo FortalezaFoto: Natinho Rodrigues / SVM
O grande saldo positivo do experimento, todavia, foi no último terço do campo. Como alas, Carlinhos e Tinga se infiltravam na área enquanto Ederson se posiciona como falso 9 e atraía a marcação. Por duas vezes, a jogada resultou em gol, sendo um com a genialidade de Wellington Paulista, que concedeu uma assistência através de uma bicicleta.
Outro ponto de destaque foi a variação do arsenal. Se os lançamentos ficaram previsíveis, o Leão apostou na qualidade de finalização para levar perigo de longa distância. Nesse quesito, Bonilha e Juninho funcionaram em sinergia ao se alternar entre 1º e 2º volantes.
E de fora da área o Fortaleza marcou os outros dois gols. No todo, é importante compreender que o time sabe se portar com a bola, na construção lenta da jogada, e também em transição rápida, com mais setores a explorar. A imposição faz parte do conceito fluído do 4-2-4, que se torna 4-2-4 quando atacado.
O detalhe final dessa partida foi a estreia de Madson. O atacante recém-chegado do Corinthians teve uma atuação consistente, com movimentação e entrega. Para um debutante, se mostrou como opção e, acionado, tentou o arremate. Ou seja, tem potencial para vingar como alternativa.

Fonte: DN

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