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Politíca

Ministro da Cidadania promete explicar critérios do Bolsa Família


Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) convidou ministro da Cidadania para explicar dados do Bolsa FamíliaFoto: Agência Senado
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (10), convite ao ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, para que ele dê explicações sobre a distribuição de recursos do Bolsa Família.
A iniciativa partiu dos senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Jean Paul Prates (PT-RN), depois da  divulgação de informações de que a região Nordeste teria ficado com apenas 3% das famílias contempladas em janeiro deste ano, embora a região tenha o maior número de famílias em situação de pobreza. 
O requerimento foi aprovado no colegiado, mas com uma mudança: o pedido de convocação virou convite. Na prática, Onyx Lorenzoni não é obrigado a comparecer ao Senado, mas prevaleceu o entendimento de que ele deve ir ao Legislativo mesmo assim.
No último dia 5, um levantamento do senador Renan Calheiros (MDB-AL) divulgou que, embora responda por 36,8% das famílias que estão atualmente no cadastro único sem acesso ao Bolsa Família, a região Nordeste obteve apenas 3% dos novos benefícios do programa concedidos em janeiro pelo Governo Federal.
"O ministro Onyx me telefonou dizendo que há um equívoco na informação e que virá aqui ao Senado Federal para dar explicação com todos os números e dados, garantindo que esse total não será inferior a 51%", disse Tasso em entrevista à reportagem do Sistema Verdes Mares.
Oposição
O assunto foi explorado por políticos da oposição nas redes sociais, que relacionaram o fato de que os nove estados do Nordeste fazem oposição a Jair Bolsonaro e o número desproporcional de recebimento do benefício para a região, além da comparação do dado com o terceiro estado mais rico do País, Santa Catarina, governado por Carlos Moisés (PSL), aliado do presidente, que teria recebido o dobro do total de Bolsa Família destinado ao Nordeste inteiro.
O deputado federal do Ceará, Idilvan Alencar (PDT), disse que não é possível que o Nordeste receba só 3% dos novos benefícios.
"O mais prejudicado é o Nordeste e o nosso Estado do Ceará", afirmou o parlamentar, que apresentou um projeto de lei que obriga o Governo Federal a divulgar dados mensais sobre concessões, famílias habilitadas e cancelamentos do programa.
"É realmente uma situação de muita gravidade", avaliou André Figueiredo (PDT), que foi escolhido, nesta terça, o novo líder da oposição na Câmara dos Deputados.
"Cabe um protesto em relação à discriminação que a região Nordeste está sofrendo", afirmou o pedetista. "Precisamos discutir com o Governo para saber se são princípios discriminatórios ou se tem alguma outra justificativa".

Fonte: DN

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