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Prefeitura do Rio diz que não fará réveillon no modelo atual e estuda comemoração virtual sem a presença de público



A Prefeitura do Rio informou neste sábado (25) que a festa de réveillon do Rio não vai ocorrer “no “modelo tradicional que conhecemos”, com milhões de pessoas, devido à pandemia de Covid-19, e que estuda a celebração “sem presença direta de público, em modelo virtual”.

O comitê científico da administração municipal ainda vai avaliar se é possível que haja alguma presença de público. Após a publicação desta reportagem, que falava no cancelamento da festa, a Prefeitura emitiu uma nota afirmando que “jamais divulgou qualquer informação sobre o cancelamento do réveillon”.

Em 2019, 2,9 milhões de pessoas acompanharam a festa da virada em Copacabana.
O anúncio ocorreu um dia após a Prefeitura de São Paulo anunciar o adiamento do carnaval de 2021 da cidade. No Rio, algumas escolas de samba também afirmaram que seria “inviável” realizar os desfiles carnavalescos na Marquês de Sapucaí sem uma vacina contra Covid. Decisão sobre a apresentação das escolas do Grupo Especial em 2021 ficou para setembro.

Em uma primeira nota, a prefeitura informou que a celebração tradicional “não é viável neste cenário de pandemia, sem a existência de uma vacina”. Além disso, o governo municipal “segue concentrando os esforços para salvar vidas e controlar a pandemia”.
A Riotur informou que “o réveillon não é um evento rígido e ele pode acontecer de diversas formas, que não apenas reunindo 3 milhões de pessoas na Praia de Copacabana”. Segundo a empresa de turismo, uma nova proposta para comemorar o Ano Novo será apresentada ao prefeito Marcelo Crivella “nos próximos dias”.
A ideia é elaborar um projeto “sem presença direta de público, em um modelo virtual, onde poderemos atingir o público pela TV e pelas plataformas digitais”. O objetivo, ainda de acordo com a Riotur, é preservar “prioritariamente a segurança das pessoas”.
O novo modelo, que ainda será apresentado, tem viabilidade financeira focada 100% na iniciativa privada. A Riotur entende que o cenário atual, de enfrentamento de pandemia, precisa que os recursos da Prefeitura do Rio sejam destinados ao combate do vírus.
O réveillon começaria a ser desenvolvido em agosto, ou seja, não há etapas a serem cumpridas pela Prefeitura neste momento e estamos dentro do cronograma natural.
O que disse a Prefeitura inicialmente
Com relação ao Réveillon, esse modelo tradicional que conhecemos e que praticamos na cidade há anos, assim como o carnaval, não é viável neste cenário de pandemia, sem a existência de uma vacina. Mas, é preciso ressaltar que o réveillon não é um evento rígido e ele pode acontecer de diversas formas, que não apenas reunindo 3 milhões de pessoas na Praia de Copacabana.

Nos próximos dias, a Riotur apresentará ao Prefeito Marcelo Crivella diferentes formatos possíveis para o evento da virada, sem presença direta de público, em um modelo virtual, onde poderemos atingir o público pela TV e pelas plataformas digitais, preservando prioritariamente a segurança das pessoas e considerando também uma atmosfera de reflexão e esperança diante de tantas perdas sofridas. Ressaltamos que todos os conceitos desenvolvidos e analisados pela Riotur têm sua viabilidade financeira focada 100% na iniciativa privada, considerando o cenário atual onde os recursos da Prefeitura do Rio estão destinados ao combate da pandemia. Esse modelo, com parceiros privados investindo nos grandes eventos, é adotado pela Riotur durante toda a gestão do Prefeito Marcelo Crivella, priorizando que o dinheiro público seja investido nas questões básicas, como saúde e educação.
Vale lembrar que, seguindo o cronograma dos anos anteriores, o réveillon começaria a ser desenvolvido em agosto. Isto significa dizer que não há etapas a serem cumpridas pela Prefeitura neste momento e estamos dentro do cronograma natural.
Com relação ao Carnaval, o presidente em exercício da Riotur Fabrício Villa Flor de Carvalho tem participado constantemente de reuniões virtuais com o presidente da Liesa Jorge Castanheira para tratar sobre as questões que envolvem os desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí. Como resultado dessas tratativas, a Riotur atendeu ao pedido da Liesa e não abriu a venda de ingressos para o setor turístico do Sambódromo. Agora, a Riotur aguarda, conforme solicitado formalmente pelo presidente da entidade, a próxima assembleia da Liga Independente das Escolas de Samba, que definirá o rumo dos desfiles e comunicará à Prefeitura do Rio.
Já para o Carnaval de Rua, a Riotur tem mantido conversas com o GAESP – Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público, órgão atuante na construção do evento que, dentre outras funções, participou da criação do Protocolo de Intenções, que garantiu melhorias à folia.
Portanto, neste cenário inconclusivo, ainda não é possível falar em definição do Carnaval Rio 2021, já que o planejamento deste evento é naturalmente complexo e, no cenário atual, requer cuidados especiais. A festa reúne milhões de pessoas e, durante o período da folia, há uma intensa movimentação pela cidade, incluindo o aumento do uso do transporte público durante um extenso período de tempo. Para decisões, precisamos de uma análise de toda a situação, incluindo o número de casos, a evolução no tratamento da doença, a prevenção e a criação de uma vacina, visando sempre a segurança de todos. Vale lembrar ainda que o carnaval é um feriado nacional e envolve outras esferas, e não apenas a municipal, sendo, portanto, uma discussão muito mais ampla, que inclui principalmente resultados de estudos científicos.
O que disse a Prefeitura depois
Não é verdade que a Prefeitura do Rio, por meio da Riotur, tenha cancelado o réveillon carioca. A Riotur jamais divulgou qualquer informação sobre cancelamento do réveillon.
Conforme nota amplamente divulgada na imprensa nesta sexta (24) e sábado (25), o réveillon do Rio de Janeiro está mantido, porém será obviamente adaptado à nova realidade da pandemia.
Reiteramos a informação: neste cenário, onde ainda não temos uma vacina, a Riotur estuda modelos para a virada de 2020 para 2021, que em breve ainda serão apresentados ao Prefeito Marcelo Crivella e ao gabinete científico.
A construção desse modelo alternativo ao réveillon tradicional vem sendo conversada, constantemente, com Alfredo Lopes, presidente do Hotéis Rio e do Conselho Deliberativo da ABIH-RJ. As ideias de formatos têm como base as conversas não somente com Alfredo Lopes, mas com representantes de outros setores envolvidos no réveillon. Trata-se de uma construção em conjunto.
Qualquer decisão sobre o Réveillon do Rio de Janeiro por parte da Prefeitura do Rio será comunicada à imprensa.
Foto: Felipe Grandin/G1 Rio

Fagner Soares

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